Verão de 2026 foi o mais quente já registrado na França, aponta Météo-France
Calor extremo, seca persistente e incêndios florestais consumiram áreas seis vezes maiores que a média das duas décadas anteriores.
O verão de 2026 foi o mais quente já registrado na França, informou o serviço meteorológico do país nesta quinta – feira (3). As temperaturas ficaram muito acima da média histórica, enquanto o país também enfrentou incêndios florestais e seca.
De acordo com Virginie Schwarz, diretora do serviço de meteorologia Météo – France, as temperaturas médias registradas durante o verão foram 5 °C mais altas do que no período pré – industrial. Ela afirmou que grande parte desse aumento é atribuída diretamente às, além da variabilidade natural dos padrões meteorológicos.
Calor acima de 35 °C atingiu a França
O levantamento de Météo – France mostrou que 90% da França metropolitana registrou pelo menos um dia com temperaturas acima de 35 °C. Quase metade do país enfrentou . O dado reforça a dimensão do calor observado ao longo do verão de 2026.
O serviço meteorológico informou que o período foi marcado por temperaturas muito superiores aos registros históricos. A elevação média de 5 °C em relação ao período pré – industrial foi apresentada por Virginie Schwarz como parte do balanço sobre o verão mais quente já registrado na França.
As altas temperaturas ocorreram ao mesmo tempo em que a seca avançou pelo território francês. Segundo Monique Barbut, ministra da Transição Ecológica da França, a estiagem persistia em todo o país e atingia níveis excepcionais quando comparada aos registros históricos.
Incêndios florestais devastaram áreas no país
A combinação de calor e seca também contribuiu para uma temporada de incêndios florestais considerada fora do padrão. Monique Barbut afirmou que as ocorrências tiveram “frequência e escala excepcionais” e consumiram uma área seis vezes maior do que a média registrada nas duas décadas anteriores.
Um incêndio florestal gigantesco devastou cerca de 50 mil hectares no sudoeste da França no final de julho. O fogo destruiu centenas de casas e levou à . A ocorrência foi citada pela ministra ao descrever a gravidade dos incêndios registrados durante o verão.
Leia também
O quadro levou Monique Barbut a classificar o período como difícil. “O verão de 2026 tem sido — e continua sendo — desafiador”, disse ela.
O balanço divulgado nesta quinta – feira (3) reúne os principais efeitos do verão na França: recorde de temperatura, dias acima de 35 °C em grande parte da França metropolitana, seca persistente e incêndios que atingiram uma área muito superior à média das duas décadas anteriores.