Verão de 2026 foi o mais quente já registrado na França, aponta Météo-France

Calor extremo, seca persistente e incêndios florestais consumiram áreas seis vezes maiores que a média das duas décadas anteriores.

03/09/2026 14:00

2 min

Mulher na Praça do Trocadéro, perto da Torre Eiffel, enquanto as temperaturas sobem em Paris durante uma segunda onda de calor que afeta grande parte da França
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O verão de 2026 foi o mais quente já registrado na França, informou o serviço meteorológico do país nesta quinta – feira (3). As temperaturas ficaram muito acima da média histórica, enquanto o país também enfrentou incêndios florestais e seca.

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De acordo com Virginie Schwarz, diretora do serviço de meteorologia Météo – France, as temperaturas médias registradas durante o verão foram 5 °C mais altas do que no período pré – industrial. Ela afirmou que grande parte desse aumento é atribuída diretamente às, além da variabilidade natural dos padrões meteorológicos.

Calor acima de 35 °C atingiu a França

O levantamento de Météo – France mostrou que 90% da França metropolitana registrou pelo menos um dia com temperaturas acima de 35 °C. Quase metade do país enfrentou . O dado reforça a dimensão do calor observado ao longo do verão de 2026.

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O serviço meteorológico informou que o período foi marcado por temperaturas muito superiores aos registros históricos. A elevação média de 5 °C em relação ao período pré – industrial foi apresentada por Virginie Schwarz como parte do balanço sobre o verão mais quente já registrado na França.

As altas temperaturas ocorreram ao mesmo tempo em que a seca avançou pelo território francês. Segundo Monique Barbut, ministra da Transição Ecológica da França, a estiagem persistia em todo o país e atingia níveis excepcionais quando comparada aos registros históricos.

Incêndios florestais devastaram áreas no país

A combinação de calor e seca também contribuiu para uma temporada de incêndios florestais considerada fora do padrão. Monique Barbut afirmou que as ocorrências tiveram “frequência e escala excepcionais” e consumiram uma área seis vezes maior do que a média registrada nas duas décadas anteriores.

Um incêndio florestal gigantesco devastou cerca de 50 mil hectares no sudoeste da França no final de julho. O fogo destruiu centenas de casas e levou à . A ocorrência foi citada pela ministra ao descrever a gravidade dos incêndios registrados durante o verão.

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O quadro levou Monique Barbut a classificar o período como difícil. “O verão de 2026 tem sido — e continua sendo — desafiador”, disse ela.

O balanço divulgado nesta quinta – feira (3) reúne os principais efeitos do verão na França: recorde de temperatura, dias acima de 35 °C em grande parte da França metropolitana, seca persistente e incêndios que atingiram uma área muito superior à média das duas décadas anteriores.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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