USDA revisa produção mundial de trigo para 2026/27 e projeta 41,81 milhões de toneladas nos EUA

A revisão do USDA indica um cenário desafiador para a produção de trigo nos EUA, refletindo uma tendência de queda nos estoques globais e aumento no consumo.

10/07/2026 15:57

2 min

EUA deve ter a menor produção de trigo desde 1970/71
EUA deve ter a menor produção de trigo desde 1970/71

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou uma revisão na estimativa de produção mundial de trigo para a safra 2026/27. A nova projeção aponta que a produção norte – americana deve atingir 41,81 milhões de toneladas, o que representa o menor volume desde a safra 1970/71.

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Essas informações foram divulgadas no relatório de Oferta e Demanda Agrícola Mundial, publicado nesta sexta – feira (10.

A produção global de trigo foi ajustada de 820,06 milhões para 819,94 milhões de toneladas. Além disso, a oferta mundial caiu para 1.099,1 milhões de toneladas, enquanto o consumo subiu para 826,2 milhões de toneladas. Os estoques finais também apresentaram uma queda, agora somando 272,8 milhões de toneladas.

Produção e exportações no Brasil e Argentina

No Brasil, o USDA manteve a estimativa de produção em 6,7 milhões de toneladas e as previsões para importações em 7,2 milhões de toneladas. Já na Argentina, que é a principal fornecedora de trigo ao mercado brasileiro, a produção foi mantida em 21 milhões de toneladas.

Contudo, a previsão para as exportações argentinas aumentou de 14,5 milhões para 15 milhões de toneladas.

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Entre os principais países produtores, o USDA elevou suas estimativas devido às boas condições das lavouras de inverno. No entanto, houve uma redução nas previsões para o Canadá. O comércio mundial de trigo também foi revisado para baixo e agora é estimado em 213,1 milhões de toneladas.

O aumento das exportações da Argentina, Rússia e Ucrânia compensou a diminuição nas vendas canadenses.

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Expectativas sobre soja e milho

A perspectiva das exportações americanas também cresceu levemente para 190,31 milhões de toneladas. Em consequência disso, os estoques finais da oleaginosa foram reduzidos. Essa situação deve manter os preços da soja alinhados com os atuais níveis do mercado.

No Brasil, técnicos do governo elevaram a projeção das exportações de soja de 117,5 milhões para 118 milhões de toneladas. Por outro lado, os estoques finais foram ajustados para baixo, passando de 37,39 milhões para 36,89 milhões de toneladas.

Em relação ao milho, o USDA fez poucas alterações no relatório sobre oferta e demanda global. A produção foi estimada em 1,98 bilhão de toneladas e as perspectivas tanto para as safras americana quanto brasileira permaneceram inalteradas. Entretanto, com um aumento no comércio global previsto para o período entre 2026/27 os estoques finais mundiais foram cortados em 6 milhões de toneladas e agora totalizam 275,26 milhões.

Essas mudanças podem influenciar os preços na bolsa de Chicago nos próximos meses.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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