União Europeia planeja redirecionar economia para eletricidade e reduzir dependência de petróleo

A proposta da Comissão Europeia visa transformar a matriz energética da UE até 2040, promovendo a eletrificação e reduzindo custos com combustíveis fósseis.

09/07/2026 10:30

3 min

Bandeiras da União Europeia na sede da Comissão Europeia em Bruxelas
Bandeiras da União Europeia na sede da Comissão Europeia em Brux...

A União Europeia (UE) está prestes a implementar um conjunto de políticas e esquemas de financiamento com o objetivo de redirecionar uma parte significativa da sua economia para a eletricidade, reduzindo assim a dependência de petróleo e gás. A proposta preliminar da Comissão Europeia, que deve ser divulgada em 17 de julho, surge como resposta às consequências energéticas da guerra na Ucrânia, que elevou os preços do petróleo e do gás na Europa, área notoriamente dependente de importações.

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Desde o fim de fevereiro, os conflitos no leste europeu acrescentaram cerca de 50 bilhões de euros (aproximadamente US 57,11 bilhões) à fatura energética da UE, conforme dados fornecidos pela própria instituição. Em vista disso, Bruxelas planeja estabelecer uma meta que assegure que uma porcentagem mínima do consumo energético da União venha de eletricidade até 2040.

A minuta do projeto ainda estava em elaboração e não especificava um percentual exato.

Direção para a eletrificação

Acelerar a eletrificação implica em uma transição significativa dos veículos movidos a gasolina e diesel para carros elétricos. Além disso, haverá uma substituição das caldeiras a gás por sistemas de aquecimento elétrico nas residências. Outra medida inclui a eletrificação dos processos industriais, como a troca por fornos elétricos.

Bruxelas está preparando ações para facilitar essa transição, que muitas vezes esbarra nos altos custos iniciais das tecnologias eletrificadas. Por exemplo, embora os carros elétricos tenham custos operacionais mais baixos comparados aos veículos tradicionais, o investimento inicial ainda é elevado.

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A Comissão Europeia considera tornar obrigatória a instalação de bombas de calor em edifícios públicos como parte das atualizações nas regras da UE para contratação pública.

Além disso, também estão sendo analisadas metas mais ambiciosas para compras públicas sustentáveis, segundo informações contidas na minuta. Um porta – voz da Comissão não comentou sobre as propostas em andamento.

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Incentivos fiscais e eliminação de subsídios

A UE também planeja sugerir um novo quadro que permita aos governos dos Estados – Membros reduzir o IVA sobre baterias domésticas, veículos elétricos e bombas de calor. Além disso, será lançado um programa voltado para projetos industriais que utilizam eletricidade e fontes renováveis para gerar calor ainda este ano.

O executivo europeu também propõe eliminar gradualmente os subsídios aos combustíveis fósseis ao longo deste ano. Esta medida visa tornar a eletricidade mais competitiva em relação aos custos do petróleo e do gás.

No contexto atual marcado por turbulências geopolíticas e mercados globais instáveis, o projeto enfatiza que “uma União energeticamente independente, alimentada por energia limpa e abundante produzida internamente é uma questão de soberania”.

A proposta conclui que “é necessária uma mudança radical rumo à eletrificação eficiente da procura”.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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