Donald Trump anuncia tarifas de 10% sobre importações brasileiras em julho de 2025

No dia 9 de julho de 2025, a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos passou por uma mudança significativa. Naquele dia, o então presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas sobre todas as importações brasileiras, justificando a decisão como necessária para corrigir “graves injustiças” do regime vigente.
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O republicano fez alusão ao ex – presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu julgamento pelos eventos de 8 de janeiro, além de criticar o Brasil por supostos ataques às eleições livres e à liberdade de expressão nos EUA.
Trump argumentou que sua ordem executiva era uma resposta a uma “emergência nacional”, citando ações do governo brasileiro que, segundo ele, prejudicavam empresas norte – americanas e os direitos dos cidadãos americanos. Com a implementação das tarifas, itens estratégicos teriam uma alíquota de 10%, conforme cálculos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Promessas eleitorais e déficit comercial
Desde a campanha presidencial, Trump enfatizava seu apreço pela palavra “tarifas”. Essa promessa eleitoral tinha dois objetivos principais: favorecer a produção manufaturada nos EUA e reduzir o déficit da balança comercial. Ele argumentava que o país havia perdido sua capacidade de exportação e se tornado dependente das importações.
Em 2024, o déficit comercial dos EUA atingiu US918,4 bilhões, um aumento de US 133,5 bilhões em relação ao ano anterior. No ano seguinte, o número foi ligeiramente melhor: US 901,5 bilhões.
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Após retornar à Casa Branca, Trump pediu estudos para avaliar o que considerava desequilíbrios comerciais com parceiros internacionais. O Brasil logo se tornou alvo na gestão republicana devido à sua posição no comércio global. Isso culminou em um evento batizado pelo presidente como “Dia da Libertação”, onde ambos os países foram impactados por tarifas.
A situação se agravou com a imposição de uma alíquota de 50% sobre produtos brasileiros em agosto de 2025. A falta de canais efetivos de comunicação entre os dois países intensificou a tensão política envolvendo esse imbróglio comercial.
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Diálogo entre líderes e tentativas de resolução
No mês seguinte, Lula esteve nos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral da ONU. Durante sua visita, teve um breve encontro com Trump. Ambos se mostraram receptivos um ao outro em suas declarações públicas após esse contato inicial. O diálogo entre eles começou a fluir lentamente desde então.
Em novembro daquele ano, uma luz no fim do túnel surgiu quando os EUA suspenderam tarifas para diversos produtos agrícolas brasileiros em meio às negociações contínuas entre os governos. Posteriormente, em 20 de novembro, Trump assinou uma ordem executiva com validade retroativa que isentava mais de 200 produtos brasileiros da cobrança adicional.
No entanto, em fevereiro de 2026, uma reviravolta aconteceu quando novas medidas começaram a ser discutidas nos EUA para retomar as tarifas sobre produtos brasileiros. Além disso, as conversas incluíram temas como cooperação internacional no combate ao crime organizado e exploração mineral.
Tensões comerciais persistentes
Em junho daquele mesmo ano, o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) propôs novas tarifas contra o Brasil sob alegações de práticas comerciais injustas. Esse movimento foi visto como mais um golpe nas relações já fragilizadas entre os dois países.
A gestão brasileira buscou responder aos processos movidos pelo USTR enquanto tentava estabelecer um diálogo mais fluido com os representantes norte – americanos. Nesse contexto tenso, setores do agronegócio se mobilizaram para viajar até Washington e defender seus interesses diretamente junto às autoridades americanas.
Entre os dias 6 e 7 de julho, audiências foram realizadas pelo USTR para discutir as investigações sobre possíveis violações comerciais por parte do Brasil. Representantes do setor privado relataram que as discussões estavam mais técnicas e menos hostis em comparação com análises anteriores.
A expectativa para o futuro
Os participantes das audiências acreditam que é possível evitar algumas das tarifas propostas; entretanto, muitos reconhecem que é difícil escapar da aplicação das alíquotas em certos produtos brasileiros. A decisão final do USTR está agendada para ser divulgada no dia 15 de julho.
A situação permanece indefinida enquanto as partes buscam encontrar soluções que atendam aos interesses comerciais mútuos sem comprometer as relações bilaterais.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



