UNAMA denuncia 443 prisões arbitrárias e 97 casos de maus-tratos atribuídos ao Talibã

O relatório da UNAMA também aponta quatro assassinatos e 14 detenções arbitrárias de ex-membros das forças de segurança afegãs entre julho e setembro.

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Agentes de segurança do Talibã montam guarda enquanto uma mulher afegã caminha pela rua de um mercado no distrito de Baharak, na província de Badakhshan, Afeganistão, em 26 de fevereiro de 2024.
Agentes de segurança do Talibã montam guarda enquanto uma mulher...
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A UNAMA informou, na quinta-feira (15), que a “polícia da moralidade” do Talibã fez 443 prisões e detenções arbitrárias e cometeu 97 casos de maus-tratos entre julho e setembro, no Afeganistão. O grupo rejeitou as conclusões e disse que as detenções foram legais.

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O relatório também registrou quatro assassinatos e 14 detenções arbitrárias de ex-membros das forças de segurança afegãs. A missão apontou ainda mortes e feridos em incidentes transfronteiriços, além da suspensão de veículos de imprensa e da proibição de acesso de mulheres afegãs às instalações da ONU.

Prisões foram ligadas a regras sobre hijab, barba e música

Segundo a UNAMA (Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão), as detenções ocorreram por supostas violações de normas sobre o uso do hijab por mulheres, restrições a barbas e estilos de cabelo, obrigação de comparecer às orações e proibição de música.

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Os casos foram documentados ao longo de três meses.

O porta-voz do Talibã, Zabiullah Mujahid, contestou o relatório. Ele afirmou que as detenções seguiram a lei e acusou a UNAMA de promover propaganda contra o governo.

O documento também menciona a prisão de ex-integrantes das forças de segurança, apesar da anistia geral anunciada após o retorno do Talibã ao poder, em 2021. Foram registrados quatro assassinatos e 14 detenções arbitrárias nesse grupo.

UNAMA relata mortes em incidentes transfronteiriços

A missão informou que incidentes transfronteiriços deixaram 13 civis mortos e 20 feridos durante o trimestre. Também relatou a suspensão de diversos veículos de imprensa.

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As mulheres afegãs continuam impedidas de acessar as instalações da ONU, segundo a UNAMA. Grupos de direitos humanos afirmam que as promessas do Talibã de governar de forma mais liberal, feitas quando o grupo voltou ao poder, foram substituídas por restrições abrangentes a mulheres e meninas.

Talibã tomou Cabul em 15 de agosto de 2021

A volta do Talibã ao poder no Afeganistão completa cinco anos neste sábado (15). O grupo tomou Cabul, capital do país, em 15 de agosto de 2021, durante a retirada de forças estrangeiras lideradas pelos Estados Unidos, após 20 anos de guerra inconclusiva.

Naquele período, as forças de segurança afegãs, estruturadas com anos de apoio ocidental, se desintegraram, e o presidente Ashraf Ghani, apoiado pelos EUA, fugiu. O Talibã descreveu a tomada do país como o estabelecimento de segurança em todo o território.

O governo declarou como objetivo construir uma sociedade islâmica baseada na lei da Sharia, após 20 anos de um governo comparativamente liberal e apoiado pelo Ocidente. Em 2026, o Afeganistão enfrenta confrontos letais entre forças afegãs e paquistanesas, enquanto a desnutrição atinge níveis críticos em um terço das províncias do país.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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