UFMG promove Semana do Orgulho LGBTQIA+ e destaca as novas cotas trans

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) iniciou, nesta terça-feira, 23 de junho, a primeira edição da Semana do Orgulho LGBTQIA+ em Belo Horizonte. O evento acadêmico e cultural, que vai até sexta-feira, 26 de junho, tem como objetivo promover debates, conferências e atividades voltadas ao fortalecimento das políticas institucionais e à garantia de direitos da comunidade LGBTQIA+.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A programação, aberta ao público no campus Pampulha e em diversos espaços da cidade, visa consolidar o acolhimento e a visibilidade da diversidade sexual e de gênero dentro do ambiente universitário.
A abertura oficial, realizada na manhã de terça-feira, contou com a presença da direção da universidade e da Comissão de Diversidade de Gênero e Sexualidade da UFMG. Durante a sessão, foi promovida uma mesa-redonda intitulada “Servidores e políticas institucionais LGBTQIA+”, que abordou os desafios práticos relacionados ao suporte e reconhecimento dos direitos de docentes e técnicos-administrativos da instituição.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A iniciativa reforça o compromisso da UFMG com a construção de um ambiente mais inclusivo e equitativo.
Avanços institucionais e políticas de inclusão na UFMG
A Semana do Orgulho LGBTQIA+ serve como um marco para a discussão dos avanços legislativos e internos promovidos pela própria universidade. Nos últimos anos, a instituição implementou diversas medidas visando a inclusão efetiva dessa população.
Entre os direitos conquistados e incorporados às normas universitárias está a adoção do nome social e o direito ao uso de banheiros alinhados à identidade de gênero de cada indivíduo.
Um dos destaques mais recentes e significativos é a implementação das chamadas “cotas trans”. Esta política, aprovada em março deste ano pelo Conselho Universitário, garante pelo menos uma vaga suplementar em todos os cursos e processos seletivos da universidade para pessoas trans e travestis, com potencial de ampliação por meio dos colegiados.
A política já havia sido estabelecida na pós-graduação, após aprovação pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) em fevereiro.
A professora Joana Ziller, presidenta da Comissão de Diversidade de Gênero e Sexualidade da UFMG, enfatizou o significado do evento em nota oficial. Segundo ela, o propósito da semana é reafirmar o compromisso institucional da UFMG. “É reiterar que a UFMG se orgulha de sua comunidade LGBTQIA+ e deve atuar para seu acolhimento e para a promoção de seus direitos”, declarou a professora.
Debates sobre acesso, permanência e direitos estudantis
O ciclo de debates acadêmicos continua ao longo da semana, focando em aspectos cruciais da vida universitária. Na quarta-feira, 24 de junho, a Faculdade de Educação (FaE) sediará a mesa “Estudantes e políticas institucionais LGBTQIA+”. O encontro contará com a participação de representantes importantes, como Hiris Pereira, do Coletivo Cintura Fina, e Licínia Maria Corrêa, pró-reitora de Assuntos Estudantis.
Outro momento de grande relevância ocorre na quinta-feira, 25 de junho. A presidenta da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Bruna Benevides, ministrará a conferência “Universidade e democracia: acesso e permanência trans”.
Este evento faz parte do ciclo de conferências que celebram o centenário da UFMG, trazendo uma perspectiva crítica sobre a trajetória e os desafios de acesso e permanência na universidade para a população trans.
Além dos painéis de discussão, a Semana do Orgulho LGBTQIA+ promove uma ampla agenda cultural. A Praça da Liberdade, no Espaço do Conhecimento, receberá exibições de vídeos temáticos, enriquecendo a experiência dos participantes. O encerramento das atividades está programado para a sexta-feira, 26 de junho, no Espaço Cultural da Associação dos Servidores da UFMG (Assufemg), com um show artístico que marcará o fim dos debates.
A programação completa reflete um esforço contínuo da universidade em integrar pautas de diversidade em seu cotidiano acadêmico, promovendo um ambiente mais inclusivo e reflexivo sobre as questões de gênero e identidade. Os eventos reforçam o papel da universidade como espaço de debate social e transformação.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Clique Fatos
A Redação Clique Fatos assina a cobertura geral do portal. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de fontes identificadas (órgãos oficiais, agências e veículos de imprensa) e passam por checagens automáticas antes de publicar. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



