UBS lucra US$ 2,69 bi no 3º trimestre e antecipa para fevereiro recompra de US$ 3 bi em ações

O UBS ainda depende da reforma das regras de capital da Suíça para manter o ritmo das compras, e a gestão de patrimônio captou US$ 55 bilhões em novos ativos.

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Logotipo do banco suíço UBS em prédio na Paradeplatz, em Zurique | Foto: Reuters

O UBS divulgou seu resultado do terceiro trimestre na quarta-feira (28), com lucro líquido de US$ 2,69 bilhões, alta de 8% sobre o mesmo período do ano anterior. O número ficou praticamente em linha com a expectativa de US$ 2,71 bilhões, segundo a previsão de consenso fornecida pela própria empresa.

Ao mesmo tempo, o banco acelerou a recompra de ações.

Pelo lucro antes dos impostos, em base subjacente, o UBS deixou de superar as projeções pela primeira vez em mais de dois anos, na avaliação de analistas do Bank Vontobel. O banco, por sua vez, ainda se preocupa com as novas exigências de capital impostas pela Suíça.

Recompra de ações fica condicionada às novas regras

No trimestre, o UBS recomprou US$ 1,8 bilhão em ações. A instituição agora pretende encerrar o programa de US$3 bilhões até fevereiro, antecipando o que havia sido anunciado para meados de 2027.

A velocidade dessas compras, no entanto, depende do desenho da reforma das regras bancárias suíças. Essa reforma vem depois do colapso do Credit Suisse em 2023 e da compra de emergência do banco pelo UBS, arranjada pelo governo.

“No geral, um conjunto sólido de resultados, embora o foco continue sendo as implicações comerciais decorrentes das novas regras de capital suíças”, afirmou o Citi. Já o próprio UBS disse que os investidores seguem cautelosos diante da volatilidade macroeconômica, das tensões geopolíticas e da incerteza política.

Gestão de patrimônio atrai US$ 55 bilhões em novos ativos

O desempenho do banco foi sustentado pela divisão de gestão de patrimônio global, que captou US$ 55 bilhões em novos ativos líquidos. Desse total, US$ 18 bilhões vieram da Ásia e US$ 17 bilhões das Américas.

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Nas Américas, a rentabilidade melhorou, com a margem de lucro antes dos impostos subindo mais de 2 pontos percentuais, segundo o UBS. Enquanto isso, outros bancos europeus também divulgam balanços nesta semana, entre eles Deutsche Bank e BNP Paribas, e os investidores querem saber se conseguem manter os lucros recordes recentes.

Integração com Credit Suisse e corte de funcionários

A integração do antigo rival Credit Suisse deve terminar até o fim do ano, informou o banco. A economia acumulada de custos até o fim de 2026 foi estimada agora em cerca de US$13,7 bilhões, acima dos cerca de US$13,5 bilhões previstos antes.

O quadro de funcionários encolheu em quase 1.500 pessoas em tempo integral ao longo do trimestre, à medida que a integração avançava. Ao mesmo tempo, o banco mantém a aposta em inteligência artificial: segundo o UBS, os funcionários já usam mais de 12.700 agentes de IA. O índice de custoreceita caiu para 72,3% no fim do terceiro trimestre, ante 77% um ano antes.

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