TSE manda canal “Tropa do Flávio” apagar áudio falso sobre mesários, mas mantém grupo no ar

Multa de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento; áudio atribuído a Gustavo Gayer passou de 25 mil encaminhamentos, e Cueva negou derrubar o canal.

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Fachada do Tribunal Superior Eleitoral.
Fachada do Tribunal Superior Eleitoral.

O ministro Ricardo Villas Boas Cueva, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mandou os administradores do canal “Tropa do Flávio” retirarem do ar um áudio com a informação enganosa de que mesários estariam votando no lugar de eleitores que se abstiveram do pleito.

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A gravação afirma que esses mesários estariam “espalhados por todo o Brasil, principalmente ali na região do Nordeste”.

O áudio tinha de ficar totalmente indisponível em até duas horas. Para cada hora de descumprimento, o magistrado fixou multa de R$ 100 mil. A gravação é atribuída ao senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO) e passou de 25 mil encaminhamentos.

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Canal ligado a Flávio Bolsonaro continua no ar

A decisão atende em parte a um pedido da Coligação Brasil Pronto pra Mais, que reúne partidos em apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo acusava o canal de “uso indevido dos meios de comunicação social e abuso do poder econômico, mediante a disseminação coordenada de conteúdos desinformativos”.

A coligação também queria derrubar o canal de Whats App ligado ao candidato Flávio Bolsonaro (PL). Esse pedido foi negado por Cueva, e o canal segue no ar.

Sobre o áudio, a coligação argumentou que a história dos mesários já foi desmentida pelo próprio TSE. Segundo a petição, o autor da gravação teria admitido não ter provas do que disse.

Coligação acusa estrutura organizada de desinformação

A petição afirma ainda que as publicações do canal associam Lula a organizações criminosas, usam declarações fora de contexto e exploram temas religiosos para prejudicar a imagem do presidente perante o eleitorado. O documento cita também montagens audiovisuais com falas de Lula sobre religião.

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De acordo com o pedido, alguns conteúdos tiveram número expressivo de encaminhamentos, o que indicaria uma estrutura organizada de difusão de desinformação eleitoral. A coligação pediu ainda medidas para barrar a “continuidade da divulgação e da reprodução de conteúdos reputados ilícitos, inclusive daqueles que já teriam sido objeto de determinações judiciais”.

Ministro proíbe republicação de conteúdos já vetados

Cueva determinou que os responsáveis pelo “Tropa do Flávio” não promovam nem autorizem a republicação de conteúdos já alcançados por outras proibições da Justiça Eleitoral.

O ministro avisou que, se as condutas ilícitas continuarem, inclusive com novos conteúdos que atentem contra a integridade do processo eleitoral, as medidas poderão ser reavaliadas.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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