TSE aprova por unanimidade federação entre União Brasil e Progressistas

A União Progressista reúne 109 deputados federais e 15 senadores.

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TSE aprova federação União Brasil-Progressistas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou, nesta quinta-feira (26 de março de 2026), a união entre os partidos União Brasil e Progressistas, por meio de uma decisão unânime dos seus ministros. A relatora, Estela Aranha, defendeu que todos os requisitos necessários para a formação da federação haviam sido cumpridos.

A decisão marca o início de uma nova força política, com potencial para influenciar o cenário legislativo nacional.

A federação, lançada em agosto de 2025 em um ato em Brasília, reúne uma bancada expressiva no Congresso Nacional. Com um total de 109 deputados federais e 15 senadores, a aliança representa um significativo aumento de poder político.

Além disso, a federação terá uma presença notável nos Estados e municípios, com 12.398 vereadores, 1.335 prefeitos, 186 deputados estaduais, 6 governadores e 4 vice-governadores.

Comando da federação

O comando da federação será exercido pelo presidente do União Brasil, Antônio de Rueda, e pelo presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI). Rueda assumirá a liderança geral, enquanto Nogueira ficará na vice-presidência. O Republicanos, partido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegou a ser cogitado para integrar a federação, mas ficou de fora.

Controvérsias internas e desafios

Apesar da aprovação do TSE, tensões internas surgiram, especialmente em Pernambuco. Dirigentes do União Brasil no estado manifestaram preocupação com a federação com o Progressistas, alegando que a incerteza sobre os alinhamentos estaduais gera insegurança no partido às vésperas do fim do prazo de filiações.

O deputado Mendonça Filho defendeu que a formalização da federação deveria ser adiada para 2027, argumentando que a aliança não traria vantagens políticas imediatas.

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O papel das federações

As federações foram criadas pela Lei n° 14.208 de 2021, representando um modelo de união de partidos mais flexível do que fusões ou incorporações. Diferentemente das antigas coligações proporcionais, que uniam partidos sem afinidade política, as federações exigem permanência dos partidos nos 4 anos seguintes, preservando sua identidade e autonomia financeira.

Os partidos federados devem atuar em conjunto no Legislativo e disputar as eleições como se fossem um único partido. O TSE possui atualmente 4 federações registradas, incluindo uma que une PT, PCdoB e PV, e outras que envolvem PSDB com Cidadania, Psol com Rede e PRD com Solidariedade.

Essas federações surgiram como adaptação ao fim das coligações proporcionais, que garantiam a sobrevivência de pequenos partidos diante da cláusula de desempenho.

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