Trump sinaliza possível fim do cessar-fogo com o Irã e gera tensão internacional

Trump sinaliza possível fim do cessar-fogo com o Irã, aumentando tensões. O que pode acontecer se as negociações não avançarem? Descubra!

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Foto: Getty Images
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Trump pode não estender cessar-fogo com o Irã

Na noite de sexta-feira (17), o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que pode optar por não prorrogar o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, caso as negociações não resultem em um acordo até a próxima quarta-feira (22). Essa declaração aumenta a possibilidade de uma retomada das ações militares. “Talvez eu não o estenda”, afirmou Trump a bordo do Air Force One, ao ser questionado sobre a possibilidade de prolongar o cessar-fogo ou reiniciar os ataques se as conversas falharem. “Talvez eu não o estenda, então teremos um bloqueio e, infelizmente, teremos que começar a lançar bombas novamente”, acrescentou o presidente.

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Os comentários de Trump surgem em um momento em que há expectativa de que delegações dos dois países cheguem ao Paquistão neste fim de semana, com a possibilidade de negociações na segunda-feira (20), conforme fontes iranianas próximas às conversas.

Até o momento, os Estados Unidos não confirmaram se essas reuniões estão agendadas. Na sexta-feira, Trump expressou otimismo de que as partes estão próximas de um entendimento.

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Ministro do Irã comenta sobre o Estreito de Ormuz

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou na sexta-feira (17) que a passagem pelo Estreito de Ormuz está totalmente liberada durante o restante do período de cessar-fogo. “A passagem pelo estreito seguirá a rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos do Irã”, declarou Araqchi em uma publicação no X.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais cruciais do mundo, responsável por quase um quinto do petróleo e gás global.

A decisão de manter a passagem aberta foi tomada após o anúncio do cessar-fogo, que começou a valer na quinta-feira (16). Trump anunciou a trégua na mesma data e revelou ter convidado o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, para negociações de paz na Casa Branca.

Essa seria a primeira vez em décadas que os líderes dos dois países se reuniriam diretamente.

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Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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