Trump critica juízes da Suprema Corte após decisão que barra nova regra do voto por correio

Trump critica juízes da Suprema Corte, inclusive aliados, após tribunal barrar regra do voto por correio às vésperas das eleições de meio de mandato.

15/09/2026 12:57

2 min

Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca 4 de setembro de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein
Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca 4 de setembro d...

O presidente Donald Trump disparou duras críticas contra juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos nesta terça – feira (15), incluindo aqueles que ele próprio indicou ao cargo. A insatisfação veio depois que o tribunal se recusou a permitir que o Serviço Postal aplicasse uma nova regra sobre cédulas eleitorais enviadas pelo correio, às vésperas das eleições de Meio de Mandato, marcadas para novembro.

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Ele completou: “Essas não são as pessoas que entrevistei para atuar na Suprema Corte dos Estados Unidos; elas são apenas uma sombra do que eram originalmente.”

Corte barra mudança no voto por correio

Na prática, os ministros rejeitaram um pedido do Departamento de Justiça para derrubar uma decisão de uma corte inferior. Essa instância anterior impedia o Serviço Postal de aplicar a medida enquanto as ações judiciais movidas por Estados e grupos de defesa do direito ao voto ainda estivessem em andamento.

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A polêmica começou em março, quando Trump assinou um decreto para endurecer as regras do voto por correspondência. A partir daí, a agência postal adotou a medida que agora está suspensa pela Justiça.

A decisão da Suprema Corte, tomada na segunda – feira (14), foi uma derrota significativa para o presidente. Por anos, Trump critica a votação pelo correio com alegações — consideradas falsas por especialistas — de que haveria fraude generalizada.

Curiosamente, ele mesmo continua votando pelo correio.

Argumentos a favor e contra a regra

A administração Trump defendia a proposta como uma mudança “modesta” nas regras postais, com o objetivo de combater a suposta fraude. Já os críticos classificaram a tentativa como inconstitucional, afirmando que ela ampliaria poderes que o Serviço Postal dos EUA sequer está preparado para exercer.

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O ministro Brett Kavanaugh, da ala conservadora da Corte, escreveu uma opinião concordante. Ele disse acreditar que a proposta poderia estar dentro da autoridade do USPS, mas ponderou que “autoridades eleitorais estaduais e locais não têm tempo suficiente para implementar a regra de maneira razoável antes das eleições”.

Já o ministro Samuel Alito, que divergiu da maioria, argumentou que o governo tem “um forte interesse em fazer cumprir a regra”. Para ele, a implementação “aumentará a visibilidade das correspondências eleitorais federais”, permitindo uma melhor detecção de fraudes.

Alito reconheceu os problemas práticos citados pelos Estados, mas disse que isso “não é suficiente para me convencer a rejeitar o pedido”. Clarence Thomas também ficou do lado de Alito na divergência.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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