Ataques de Israel no sul do Líbano matam 13 pessoas, incluindo seis crianças

Ataque israelense em Kfar Rumman não teve aviso prévio de retirada, segundo autoridades libanesas.

15/09/2026 05:51

3 min

Um ataque aéreo do Exército israelense é visto em 19 de junho de 2026 em Nabatieh, Líbano
Um ataque aéreo do Exército israelense é visto em 19 de junho de...

Ataques israelenses na cidade de Kfar Rumman, no sul do Líbano, deixaram ao menos 13 mortos nesta segunda – feira (14), segundo o Ministério da Saúde libanês. Entre as vítimas, seis são crianças. O dia foi um dos mais letais dos bombardeios israelenses nas últimas semanas.

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O ataque atingiu um prédio residencial enquanto crianças se preparavam para ir à escola, de acordo com parentes. Mustafa Farhat, de oito anos, perdeu a mãe e os avós. O menino está hospitalizado. Equipes de resgate trabalharam durante a manhã para retirar corpos dos escombros, e repórteres da Reuters encontraram livros escolares espalhados entre pedaços de concreto.

Bombardeio sem aviso prévio e novo alvo

O Ministério da Saúde libanês atualizou o balanço em seu site: 12 mortos no prédio residencial, incluindo seis crianças e três mulheres. O ataque ocorreu após a meia – noite, segundo a mídia estatal. Não houve aviso de retirada emitido pelas forças armadas israelenses.

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Um ataque separado, com drone israelense, atingiu um veículo civil na cidade e matou um paramédico. Outros dois profissionais de saúde ficaram feridos. As IDF (Forças Armadas de Israel) afirmaram que usaram munições de precisão e vigilância aérea para mitigar danos a civis.

Os militares disseram que analisam relatos de que “indivíduos não envolvidos” foram feridos.

Os militares israelenses justificaram os bombardeios afirmando que viram pessoas transferindo armas na região de Kfar Rumman. O Hezbollah, por sua vez, lançou dois drones explosivos durante a noite contra tropas israelenses na cordilheira de Ali al – Taher, no sudeste do Líbano, onde Israel afirma ter expulsado combatentes do grupo.

O Hezbollah não se pronunciou, e a Reuters não conseguiu confirmar a situação militar no local.

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Escalada de violência e cessar – fogo frágil

Autoridades de segurança libanesas disseram à Reuters que preveem uma escalada contínua da violência no sul nas próximas semanas. No domingo (13), pelo menos 11 pessoas morreram em ataques a três cidades próximas à cordilheira. Duas mulheres foram mortas em Arab Salim, onde Israel havia emitido alerta de evacuação online às 6h 04, horário local.

Ainda no domingo, ataques israelenses destruíram o hospital de Ghandour, em Nabatieh al – Fawqa, sem aviso prévio de retirada. Na sexta – feira (11), outras quatro pessoas morreram, incluindo uma mulher. O cessar – fogo de junho reduziu drasticamente a violência, mas tropas israelenses continuam a arrasar aldeias na autoproclamada zona de segurança e a realizar ataques ao norte dela, na maioria das vezes sem avisos para a saída de civis.

Desde que o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em 2 de março, dois dias após o início dos confrontos, os ataques israelenses ao Líbano mataram mais de 4.300 pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. Entre os mortos, estão mais de 250 crianças, quase 400 mulheres e mais de 130 profissionais de saúde.

O ministério não faz distinção entre civis e militantes, e o Hezbollah não divulga o número de mortos entre seus combatentes.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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