Tribunal tranca ação penal contra o jornalista Breno Altman por postagens sobre o Hamas

TRF-3 tranca ação penal contra Breno Altman por postagens de 7 de outubro de 2023 e vê opinião política protegida pela liberdade de expressão.

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Foto: Reprodução
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Tribunal tranca ação penal contra o jornalista Breno Altman

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu encerrar o processo criminal contra o jornalista Breno Altman, que estava sob investigação por suposta incitação e apologia ao crime. A decisão foi tomada após uma análise das postagens feitas pelo autor em 7 de outubro de 2023, data dos ataques do Hamas em Israel, que resultaram na morte de 1.200 pessoas.

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A ação teve origem em uma denúncia apresentada pela Confederação Israelita do Brasil ao Ministério Público Federal, que listou 15 publicações de Altman. Uma das postagens, em particular, continha a seguinte frase: “Podemos não gostar do Hamas, discordando de suas políticas e métodos.

Mas essa organização é parte decisiva da resistência palestina contra o Estado colonial de Israel. Relembrando o ditado chinês, nesse momento não importa a cor dos gatos, desde que eles cacem ratos”.

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Inicialmente, o caso havia sido parcialmente aceito em primeira instância, mas a 5ª Turma da Corte Federal decidiu inverter a decisão, concedendo o habeas corpus impetrado pelos advogados Pedro Serrano e Fernando Hideo Lacerda. O magistrado Ali Mazloum justificou a decisão, afirmando que as postagens de Altman representam uma opinião política, protegida pela liberdade de expressão.

Ele ressaltou que as mensagens não constituíam um comando direto para a prática de crimes.

Mazloum também enfatizou que não havia exaltação ou glorificação de atos criminosos, tratando-se apenas de análises e posicionamentos políticos. Por considerar que não existia justa causa para a ação penal, o magistrado determinou o seu trancamento.

O Ministério Público Federal (MPF) ainda tem a opção de recorrer da decisão.

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O procurador Maurício Fabretti, responsável pela denúncia, argumenta que houve um abuso na liberdade de expressão. O MPF sustenta que seria improvável que Altman não tivesse a intenção de comparar judeus a ratos, o que, segundo o órgão, caracterizaria uma prática de discriminação e incitação ao terrorismo.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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