TREs sorteiam urnas para auditoria neste sábado: como qualquer eleitor pode acompanhar

Equipamentos sorteados saem das seções e passam por votação simulada no domingo (25), das 8h às 17h.

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Urna eletrônica.

Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) escolhem no sábado (23), véspera do primeiro turno das eleições de 2026, quais urnas eletrônicas serão auditadas. Os equipamentos sorteados para o Teste de Integridade deixam as seções às quais estavam destinados e seguem para locais de teste, onde a auditoria ocorre no domingo (25).

O objetivo é conferir, por amostragem, se a urna registra e soma corretamente os votos digitados. Qualquer pessoa pode acompanhar: o processo é público e aberto a partidos, federações, coligações, entidades fiscalizadoras, imprensa e cidadãos.

Votação simulada compara cédulas de papel com resultado da urna

Na prática, o teste funciona como uma eleição de mentira. Antes do pleito, voluntários e representantes de partidos preenchem cédulas de papel com votos em candidatos que estão na disputa. Esse material fica guardado em urnas de lona lacradas.

No domingo, cada voto é digitado, um a um, nas urnas selecionadas. No fim, a contagem do papel é confrontada com o resultado eletrônico. Como os auditores já sabem quais votos foram inseridos, conseguem checar se o número final bate exatamente com o que foi digitado.

Os votos dessa simulação não entram na apuração oficial.

Sorteio no sábado e urnas de contingência nas seções

As seções que farão parte da auditoria são definidas em cerimônias públicas, com o sorteio previsto nas normas da Justiça Eleitoral. As urnas escolhidas já estavam preparadas e lacradas para uso normal na eleição.

Depois do sorteio, os equipamentos são recolhidos e transportados sob escolta até os locais de auditoria, que ficam abertos ao público e contam com câmeras. Para que o eleitor não seja prejudicado, as seções de origem recebem urnas de contingência e a votação segue normalmente.

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Teste vai das 8h às 17h, no mesmo horário da eleição

O Teste de Integridade segue o horário da votação oficial. Antes de começar, a urna emite a zerésima, relatório que comprova que não há votos registrados previamente no equipamento.

A partir das 8h, as cédulas saem das urnas de lona e os votos são digitados nos equipamentos sorteados. Tudo é gravado em áudio e vídeo.

Às 17h, quando a votação termina, cada urna imprime o Boletim de Urna com o total de votos registrados. Esse número é comparado com a contagem das cédulas de papel, e os dois resultados precisam coincidir.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, o teste é feito desde 2002 e jamais apontou divergência entre os votos inseridos e o resultado da urna.

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