Toffoli voou em avião de empresa ligada a Vorcaro, mostram dados da Anac e do Decea

Ministro do STF embarcou em aeronave da Prime Aviation rumo a Marília em julho de 2025; gabinete nega irregularidades.

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Foto: Reprodução

Dados da Anac e do Decea detalham voo de Toffoli em avião ligado a Vorcaro

Em julho de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, embarcou em um voo que gerou questionamentos e investigações. A informação veio à tona após a análise de documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

Reportagem divulgou detalhes sobre o voo, feito em um avião da Prime Aviation, empresa com participação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Detalhes do Voo e Investigação Inicial

De acordo com dados da Anac e do Decea, o ministro Toffoli entrou no terminal executivo do aeroporto de Brasília às 10h de 4 de julho de 2025. Dez minutos depois, um avião da Prime Aviation, com o prefixo PR-SAD, decolou com destino a Marília (SP), cidade natal do ministro.

A investigação inicial revelou que, no mesmo dia, seguranças do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo foram deslocados para Ribeirão Claro (PR), onde está localizado o resort Tayayá, frequentado por Toffoli e onde ele possui uma unidade de condomínio de casas.

Aeronave e Investigações Adicionais

Análises cruzadas entre os dados do Decea e da Anac indicaram que o avião PR-SAD foi utilizado pelo ministro em 6 ocasiões. Em 5 desses voos, a aeronave era operada por empresários como Luiz Pastore e Paulo Humberto Barbosa, advogado que já atuou para a JBS.

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A investigação em andamento busca entender as motivações por trás desses voos e possíveis conexões com outras empresas e indivíduos.

Manifestações e Declarações

O gabinete de Dias Toffoli negou qualquer envolvimento em irregularidades, afirmando que o ministro participou do quadro de sócios da empresa familiar que tinha participação no Grupo Tayayá, que posteriormente foi adquirido por fundos ligados a Fabiano Zettel.

Em nota, o ministro negou ter recebido valores de Vorcaro ou Zettel, justificando que a Maridt, empresa familiar, recebia dividendos da participação no Grupo Tayaya. O irmão do ministro, José Eugênio Dias Toffoli, também afirmou que a Maridt não integra mais o resort Tayayá, tendo vendido sua participação em duas operações distintas.

Contexto da Investigação

A investigação sobre o voo de Toffoli ocorre em um contexto de crescente escrutínio sobre o ministro e seu relacionamento com o resort Tayayá. A relatoria de Toffoli havia sido criticada devido à presença do resort, que teve como acionistas os irmãos do ministro e um primo.

Além disso, a investigação se conecta a outras apurações envolvendo o Banco Master e suspeitas de lavagem de dinheiro.

Em 2025, um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, adquiriu uma cota no resort Tayayá, investindo posteriormente R$ 20 milhões no empreendimento. A investigação busca identificar possíveis conexões entre o ministro, Vorcaro, Zettel e outros empresários envolvidos nas operações financeiras.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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