Tiffany Abreu consegue liminar e estreia como titular do Osasco contra o Praia

A liminar também autoriza Tiffany Abreu a disputar a Superliga 2026-27 e prevê multa de R$ 5 mil por partida caso seja impedida de jogar.

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Tiffany segue lutando para poder defender o Osasco nas competições nacionais.

Tiffany Abreu, do Osasco, foi titular contra o Praia Clube na Supercopa Feminina, nesta sexta-feira (16), após obter uma liminar da Justiça do Rio poucos minutos antes do início da partida, disputada em São Luís, no Maranhão.

A decisão autorizou a atleta a jogar competições da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), incluindo a Superliga 2026-27. O confronto entre Dentil Praia Clube e Osasco São Cristóvão Saúde vale o troféu em jogo único e abre a temporada 2026-27.

Liminar prevê multa de R$ 5 mil por partida

A autorização foi concedida na noite desta sexta-feira, minutos antes do início da Supercopa. A liminar permite que Tiffany dispute a partida contra o Praia Clube e também a Superliga 2026-27, principal torneio do vôlei nacional.

O juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese, da 44ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, assinou a decisão. O texto também prevê multa de R$ 5 mil por partida caso a jogadora seja impedida de atuar.

Mais cedo, a equipe jurídica de Tiffany havia confirmado que ela recorreu ao pleno do STJD e à Justiça comum para tentar garantir sua entrada em quadra pelo Osasco.

CBV adotou regra de elegibilidade em agosto

Em agosto deste ano, a CBV anunciou novas regras de elegibilidade para competições nacionais e aderiu à política do Comitê Olímpico Internacional (COI), que restringe a categoria feminina a atletas do sexo biológico feminino.

Com a regra, as jogadoras precisam apresentar teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino.

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A política já existia internacionalmente e provocou repercussão por sua aplicação e pelo impacto direto na carreira de Tifanny, atleta trans.

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