Tesouro Selic, CDB ou LCI: qual rende mais com R$ 10 mil e a Selic a 13,75%?

Simulação da XP mostra que, em um ano, a LCI ou LCA com 85% do CDI chega a R$ 11.155 e supera CDB e Tesouro Selic, graças à isenção de imposto de renda.

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13º salário, dinheiro, investimentos, onde investir, gráfico | Foto: Reprodução/Seu Dinheiro
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Com a Selic parada em 13,75% ao ano, a renda fixa segue oferecendo retornos atraentes. A dúvida é onde colocar o dinheiro: no Tesouro Selic, em um CDB ou em uma LCI ou LCA, que é isenta de imposto de renda? Uma simulação da XP indica que as diferenças parecem pequenas no curto prazo, mas crescem com o tempo.

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Na simulação, a taxa básica permanece em 13,75% ao ano por um período prolongado, cenário que, segundo as novas projeções de bancos, pode se concretizar. Nesse caso, um aporte inicial de R$ 10 mil pode render mais de R$ 1 mil em um ano nos produtos mais competitivos da renda fixa.

Já em prazos como cinco anos, a Selic dificilmente se manterá exatamente nesse nível, mas o exercício ajuda a medir o efeito dos juros altos sobre os investimentos.

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Tesouro Selic, CDB ou LCI: quem leva a melhor em um ano?

Os números mostram que a aplicação com a maior taxa anunciada nem sempre rende mais no bolso do investidor. Imposto de renda, taxas e benefícios fiscais pesam bastante no resultado final.

Um CDB que paga 100% do CDI transforma R$ 10 mil em R$ 11.121 após um ano. No mesmo intervalo, o Tesouro Selic acumularia R$ 11.116. A distância é pequena porque os dois acompanham de perto os juros básicos. O Tesouro Selic fica um pouco atrás por causa da taxa de custódia cobrada pela B3.

Já uma LCI ou LCA que remunera 85% do CDI chegaria a R$ 11.155 em 12 meses, à frente tanto do CDB quanto do Tesouro Selic. À primeira vista, o resultado soa estranho, afinal 85% é menos que 100%. A explicação está na tributação: CDBs e títulos do Tesouro Direto pagam imposto de renda, enquanto LCIs e LCAs são isentas para pessoas físicas.

Por que a LCI ou LCA supera o CDB com 85% do CDI

Nos investimentos bancários tributados, a alíquota do imposto de renda segue a tabela regressiva: quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, menor a fatia cobrada sobre o ganho. A cobrança começa em 22,5% para aplicações de até seis meses e cai gradualmente até 15% para quem mantém o investimento por mais de dois anos.

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Por isso, mesmo rendendo apenas 85% do CDI, a LCI ou LCA da simulação passa o CDB em um ano, graças à isenção.

No longo prazo, Tesouro Selic e CDB ficam praticamente empatados

Com o passar do tempo, a vantagem da isenção perde força. Segundo a simulação da XP, os R$ 10 mil iniciais viram R$ 17.607 no Tesouro Selic após cinco anos. No CDB de 100% do CDI, o montante chega a R$ 17.575, e a LCI ou LCA renderia R$ 17.275 no mesmo período.

Nesse horizonte, o benefício fiscal já não cobre toda a diferença de remuneração. Depois de descontado o imposto de renda de 15%, o retorno líquido de um CDB com 100% do CDI fica muito próximo ao de uma LCI ou LCA com 85% do CDI. As pequenas diferenças restantes vêm de taxas e particularidades operacionais de cada ativo.

Além disso, o IR incide apenas sobre o rendimento, e não sobre o valor principal, o que também influencia o resultado.

Qual produto combina com o seu objetivo

A escolha depende menos de qual produto aparece no topo da tabela e mais da finalidade do dinheiro. Para quem precisa de liquidez diária e segurança, o Tesouro Selic segue como uma das principais referências do mercado. Por ser um título público com garantia da União, ele apresenta o menor risco disponível.

Os CDBs podem desempenhar papel semelhante, desde que sejam emitidos por grandes bancos, que tenham solidez e liquidez. Mesmo com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o ideal é não depender dela.

Já as LCIs e LCAs costumam atrair quem pode deixar o dinheiro parado por um período e quer aproveitar a isenção de imposto de renda. Nesses dois casos, vale olhar com atenção o banco emissor, já que tanto LCIs e LCAs quanto CDBs são emitidos por instituições financeiras e contam com a cobertura do FGC.

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