Tarcísio demite de novo tenente Velozo, acusado de matar o lutador Leandro Lo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), demitiu novamente o tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, acusado de matar o lutador de jiu-jítsu Leandro Lo. O decreto saiu no Diário Oficial do Estado na quarta-feira (21).
A nova publicação restabelece a pena de demissão depois de uma decisão definitiva do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Com isso, perde efeito o decreto de 28 de outubro de 2025, que havia suspendido a expulsão de forma temporária por causa de uma liminar.
Governo retoma decreto de setembro de 2025
Encerrado o processo judicial, o governo voltou a aplicar o decreto de 19 de setembro de 2025, que determinou a saída do tenente da corporação. Na prática, Velozo está outra vez fora dos quadros da PM.
A decisão administrativa se apoia em um acórdão do TJMSP (Tribunal de Justiça Militar de São Paulo), proferido no âmbito de um Conselho de Justificação. Também pesou o julgamento definitivo do TJSP sobre a manutenção da penalidade.
A defesa de Henrique Velozo não se manifestou até a publicação.
Absolvição no júri não barrou punição na PM
Em novembro de 2025, o tenente foi absolvido pelo Tribunal do Júri, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Por maioria de votos, os jurados aceitaram a tese de legítima defesa sustentada pelos advogados do policial.
O resultado na esfera criminal, porém, não interrompeu o processo administrativo disciplinar. O Conselho de Justificação considerou o oficial culpado por unanimidade, por entender que a conduta dele era incompatível com o exercício da função.
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Leandro Lo foi baleado em show no Clube Sírio
Octacampeão mundial de jiu-jítsu, Leandro Lo levou um tiro na cabeça na madrugada de 7 de agosto de 2022, durante um show no Clube Sírio, na zona sul de São Paulo.
Segundo as investigações, o lutador discutiu com Velozo e, durante a briga, imobilizou e derrubou o tenente. O policial se afastou, voltou armado e disparou contra a cabeça do atleta. De acordo com relatos sobre o caso, Velozo ainda teria chutado a vítima antes de ir embora.
Lo foi levado ao Hospital Municipal Saboya, mas teve a morte cerebral confirmada. No dia seguinte ao crime, Velozo se apresentou à Corregedoria da Polícia Militar, teve a prisão decretada e passou a responder por homicídio qualificado por motivo fútil.
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