Stubb e Støre ligam para Putin e pedem fim da guerra na Ucrânia, rompendo tabu da Europa Ocidental

Os líderes nórdicos falaram depois com Zelensky, enquanto o Kremlin não indicou concessões e insiste em paz que leve em conta “de forma plena” seus interesses.

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Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, e Vladimir Putin, presidente da Rússia.
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, e Vladimir Putin, pre...
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Os líderes da Finlândia e da Noruega telefonaram para o presidente russo, Vladimir Putin, na terça-feira (27), para pedir que ele encerre a guerra na Ucrânia. A iniciativa quebra uma prática antiga dos líderes da Europa Ocidental, que costumam evitar contato direto com o Kremlin.

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A ligação foi feita pelo presidente finlandês, Alexander Stubb, e pelo primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre. Eles tentam influenciar o processo diplomático num momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mudou sua postura em favor da Rússia. As relações entre Rússia e Ucrânia também estão no ponto mais baixo em 18 meses.

Depois de falar com Putin, os líderes nórdicos conversaram com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, segundo um assessor de Zelensky.

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Stubb e Støre defendem negociação direta

Em comunicado conjunto, Stubb afirmou que a conversa com Putin foi “franca e substantiva”. Ele lembrou que os dois países são vizinhos da Rússia e que o desfecho da guerra afetará diretamente a segurança nacional e a da Europa como um todo. “Encerrar a guerra exige discussões diretas”, declarou.

Støre foi na mesma linha e descreveu os custos do conflito: “A guerra traz custos humanos e materiais enormes. O sofrimento e a destruição afetarão gerações.” Segundo ele, durante a conversa os líderes enfatizaram a importância de uma desescalada.

Os dois reafirmaram o forte apoio à Ucrânia e disseram que esse suporte vai continuar.

Kremlin não indica concessões de Putin

O relato do Kremlin sobre a conversa não mostrou que Putin tenha sinalizado disposição para ceder em posições já defendidas. Segundo a nota, uma paz justa e duradoura só é possível se os interesses legítimos da Federação Russa forem levados em conta “de forma plena e incondicional”.

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O Kremlin também criticou as políticas de confronto de países da União Europeia e da Otan, que, na avaliação do governo russo, prolongam as hostilidades.

Europa Ocidental evitou contato com Putin desde 2022

Desde o início da guerra em larga escala, em fevereiro de 2022, a maioria dos líderes da Europa Ocidental evitou falar com Putin e, ao mesmo tempo, ampliou as sanções contra Moscou. Essa postura, porém, deixou os europeus em segundo plano, já que os esforços de paz passaram a ser conduzidos por Trump.

Em muitas capitais da União Europeia, Trump é visto como uma figura imprevisível e errática, propensa a ficar ao lado de Putin em detrimento da Ucrânia. Essa percepção cresceu com acordos firmados neste mês: Putin concordou em fornecer diesel russo aos EUA, e Trump flexibilizou sanções contra a Rússia.

Ele também declarou que seria o momento de os ucranianos substituírem Zelensky como líder.

A Ucrânia relatou ainda interrupções no compartilhamento de informações de inteligência pelos EUA, além de falhas nos serviços de internet via satélite dos quais suas forças militares dependem.

Dinamarca critica decisão de finlandeses e noruegueses

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, criticou a iniciativa de Finlândia e Noruega e disse que não vê sinais de que a Rússia queira a paz. “Acredito que a Europa deveria permanecer unida, em vez de agir por conta própria”, afirmou à emissora pública DR.

Stubb e Støre responderam que falaram como líderes de seus respectivos países, e não em nome da Europa como um todo. Eles também disseram que as duas nações nórdicas vão manter o apoio de longa data à Ucrânia.

O governo russo costuma acusar os europeus de alimentar a guerra ao fornecer armas à Ucrânia e de recusar negociações diretas. Moscou compara essa postura à de Trump, que manteve contato com Putin e tentou, até agora sem sucesso, intermediar um acordo de paz.

Uma fonte próxima ao Kremlin informou à agência Reuters que o presidente francês, Emmanuel Macron, foi o último líder da União Europeia a falar por telefone com Putin. A ligação, feita em julho deste ano, não foi divulgada publicamente e não trouxe resultados, segundo a fonte.

Essa mesma fonte relatou que Putin disse a Stubb e Støre que a Rússia não abrirá mão do objetivo de conquistar toda a região de Donbas, na Ucrânia. Os europeus responderam que é necessária uma paz “justa”.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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