CDS do Brasil salta 26% e vai a 151,7 pontos, maior nível desde junho de 2025

O CDS de cinco anos do Brasil subiu 26% na segunda-feira (26) e opera em 151,7 pontos. Na sexta-feira, o indicador estava em 120,2 pontos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O CDS é um derivativo que protege contra calotes na dívida soberana e funciona como termômetro do risco-país. O movimento acompanha a reprecificação dos ativos brasileiros com a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Indicador chega ao maior patamar desde junho de 2025
O nível atual é o mais alto do índice desde junho de 2025. A alta reflete a avaliação do mercado sobre o cenário eleitoral e o efeito sobre os ativos do país.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ao mesmo tempo, o movimento reforça a cautela de investidores com as contas públicas. Ações, moeda e títulos de dívida ficam mais expostos quando o risco fiscal sobe.
Morgan Stanley vê CDS a 40 pontos e dólar a R$ 6,00
Os estrategistas do Morgan Stanley avaliam que o CDS do Brasil pode subir 40 pontos. A projeção consta de relatório do banco americano.
No mesmo documento, o banco afirma que o dólar pode chegar a R$ 6,00 se as pressões fiscais se intensificarem. Para o Morgan Stanley, o risco fiscal em alta ameaça ações, moeda e títulos de dívida do Brasil.
Dúvidas eleitorais pressionam o indicador após o primeiro turno
Ao fim do primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro (PLRJ), preferido de boa parte do mercado financeiro, saiu na frente. Nesse momento, o CDS chegou a cair para abaixo de 108 pontos, no menor nível em 6 anos.
Leia também
Em seguida, o indicador voltou a subir em meio às dúvidas eleitorais. As pesquisas mostram empate técnico, mas, segundo um gestor de fundo dedicado a emergentes em Nova York, as cotações não embutem uma vitória de Lula.
Editoria:
Redação Economia
A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



