Israel cerca Hebron e retira à força 3.971 palestinos de casa após ataque que matou dois soldados

Netanyahu teria barrado plano do Estado-Maior para encerrar a operação, que revistou 500 edifícios e apreendeu duas armas.

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Operações militares israelenses deslocam quase 4 mil pessoas em Hebron, na Cisjordânia, segundo a mídia palestina.
Operações militares israelenses deslocam quase 4 mil pessoas em ...
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As forças militares de Israel intensificaram, na segunda-feira (26), o cerco a áreas de Hebron, na Cisjordânia, e já provocaram o deslocamento de quase 4 mil civis palestinos, segundo a agência de notícias WAFA, que ouviu fontes locais.

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A ofensiva em partes da cidade começou após um ataque armado nas proximidades de Hebron, na sexta-feira (23), que matou dois soldados da FDI (Forças de Defesa de Israel). Até agora, 619 famílias foram afetadas, e a agência informou que 3.971 palestinos foram retirados à força de suas casas, enquanto outros 85 foram presos.

Netanyahu teria recusado proposta para encerrar operação em Hebron

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teria barrado um plano do chefe do Estado-Maior das FDI, Eyal Zamir, que previa o fim da operação em Hebron. A informação é da emissora pública Kan, divulgada na segunda-feira.

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Ainda de acordo com o relato, os militares afirmaram que todos os objetivos haviam sido cumpridos, mas Netanyahu decidiu manter a ação. Ouvindo uma fonte militar, a Kan disse que a operação serviu para estabelecer dissuasão, localizar instalações ligadas a “terroristas” e reunir informações de inteligência.

Na prática, as tropas vasculharam 500 edifícios em toda a cidade e apreenderam apenas duas armas de fogo. As operações e o fechamento de áreas também danificaram instalações civis e comerciais, o que gerou prejuízos materiais relevantes, segundo a WAFA.

Bloqueio cobre a Cisjordânia e segue até a eleição em Israel

Além de Hebron, um bloqueio amplo foi decretado sobre toda a Cisjordânia ocupada logo após o ataque a tiros de sexta-feira. Em alguns locais, pais foram orientados a manter as crianças em casa, sem levá-las à escola, e muitos moradores não conseguem chegar ao trabalho.

A restrição deve valer até o dia das eleições em Israel, na terça-feira (27). Em um dos terminais de ônibus nos arredores de Ramallah, todos os veículos estavam parados, e os motoristas esperavam o fim do bloqueio, já que a circulação de pessoas dentro da Cisjordânia está impedida.

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Motorista relata trajeto que passou de minutos a 90 minutos

O motorista de ônibus Tahir Shalatwa descreveu o impacto no dia a dia. “Estou falando sobre os bloqueios e fechamentos em toda a Cisjordânia, de modo geral, e na região a noroeste de Ramallah, em particular — área onde vivo e trabalho hoje. Toda a Cisjordânia está repleta de postos de controle. Esses postos controlam a vida das pessoas: a vida de estudantes, de pacientes e de trabalhadores”, relatou.

Ele também contou que o portão pode ser fechado ou aberto a qualquer momento, causando atrasos de meia hora ou mais. “A qualquer momento, o portão pode ser fechado ou aberto, causando um atraso de meia hora ou mais. Meu trajeto costumava levar poucos minutos, mas agora levo 90 minutos, pois precisei seguir por estradas de terra e caminhos nas montanhas”, completou.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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