STJD suspende Gabriel Brazão por quatro jogos por críticas a Raphael Claus

O goleiro do Santos disse, após o clássico com o Palmeiras, que na dúvida a arbitragem favorece o rival; cabe recurso.

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Foto: Reprodução
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STJD suspende Gabriel Brazão por ofensas à arbitragem

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anunciou, nesta sexta-feira (29), a suspensão de Gabriel Brazão, goleiro do Santos, por ofender a arbitragem durante a partida contra o Palmeiras, válida pela 14ª rodada do Brasileirão. As ofensas foram direcionadas ao árbitro Raphael Claus, em resposta a um cartão amarelo recebido no primeiro tempo do jogo.

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Em entrevista após o clássico, Brazão comentou sobre a decisão do árbitro: “Eu acho que o Claus foi bem criterioso ali pela torcida, e tudo. Eu acho que, no meu ver, não merecia. Tanto que, quando eu ia tocar a bola, o Flaco tava dentro da área, isso não pode e eu avisei ele, e logo após que eu tocar ele me dá um amarelo.

Então, é complicado isso, mas como eu disse isso aí é questão de arbitragem, não cabe a mim dizer se é certo ou não, mas eu acho que ele foi bem criterioso, por tá na casa do Palmeiras a gente sabe que na dúvida é sempre eles”.

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Punição e defesa

Após a análise do caso, o STJD decidiu, por maioria de votos, aplicar uma suspensão de quatro partidas ao atleta, além de uma multa de R$ 4 mil. A decisão foi baseada no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva e foi proferida em primeira instância, com possibilidade de recurso.

O advogado de Gabriel Brazão, Marcelo Mendes, argumentou que as declarações do jogador não configuraram ofensa à equipe de arbitragem. “Não há como fugir da argumentação de que não se trata de ofensa à equipe de arbitragem. Nesse caso, foi uma entrevista no pós-jogo, contextualiza, inclusive, que não foi uma declaração, os atletas são obrigados a passar pela zona mista.

Eles são perguntados pela imprensa, não foi uma declaração espontânea. A postura ali não era de ofensa, ou de desrespeito, mas de crítica. O pedido da defesa não poderia ser outro a não ser pela total absolvição”, afirmou Mendes.

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