Estudo de Stanford com 176 pessoas: quem caminhou chegou a dar o dobro de respostas inéditas

A especialista espanhola em neurociência aplicada Nuria Martín Muyo costuma sair para caminhar quando o dia não rende. Uma pesquisa da Universidade Stanford ajuda a explicar o motivo: quem andava teve mais ideias do que quem permanecia sentado.
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Em declaração à revista espanhola Lecturas, ela resumiu o método assim: “Quando tenho um dia ruim, vou caminhar. Porque andando o cérebro funciona muito melhor do que sentado”. Segundo a editora Planeta, responsável pela publicação de seus livros, Nuria é engenheira de telecomunicações e se dedica à neurociência aplicada ao bem-estar.
O que os experimentos de Stanford mostraram
Em 2014, os pesquisadores Marily Oppezzo e Daniel Schwartz, ligados à Universidade Stanford, publicaram uma série de experimentos com 176 pessoas, a maioria estudantes universitários. A tarefa consistia em bolar aplicações alternativas para objetos do cotidiano, às vezes com os voluntários sentados, às vezes em movimento.
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Segundo a Associação Americana de Psicologia (APA), que divulgou um comunicado sobre o trabalho, em um dos testes todos que caminharam apresentaram respostas mais criativas do que os que estavam parados. Em outro, quem andou chegou a formular o dobro de respostas inéditas.
O mesmo ganho apareceu na esteira, voltada para uma parede branca, e também no passeio ao ar livre. Os autores admitem que ainda não sabem explicar o mecanismo e que novos estudos são necessários. Para eles, o que fez diferença foi o movimento de caminhar, e não a vista.
O benefício também se manteve por algum tempo depois que os participantes voltaram a se sentar.
Quando a caminhada não ajuda tanto
O estudo tem limites. Nas tarefas de resposta única, aquelas com apenas uma solução correta, quem caminhava ficou um pouco atrás de quem estava sentado, segundo a APA. Na prática, a caminhada favorece gerar ideias e enxergar alternativas, mas não substitui conferir uma planilha ou revisar um contrato.
O efeito também é passageiro e foi observado sobretudo em universitários jovens. Caminhar não elimina a origem de um dia ruim, mas pode deixar a cabeça mais aberta para encarar o problema.
Atividade física também melhora o humor
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que apoiou o guia nacional de exercícios lançado pelo Ministério da Saúde em 2021, aponta que a atividade física regular reduz sintomas de depressão e ansiedade, freia o declínio cognitivo e melhora a memória. OPAS e Organização Mundial da Saúde recomendam 150 a 300 minutos por semana de atividade aeróbica de moderada a vigorosa para adultos. Uma caminhada em ritmo firme entra nesse total.
Não é preciso parque nem equipamento especial. A calçada, o corredor do prédio ou o trajeto até a padaria já servem. Quem passa o dia sentado pode seguir as pequenas pausas ativas indicadas pelos treinadores para sedentários, e quem nunca treinou pode começar com trajetos curtos.
Se houver dor, lesão ou doença crônica, o indicado é consultar um médico antes de acelerar o passo. Já um desânimo que persiste por semanas pede ajuda de um profissional de saúde. Nos dias ruins comuns, a orientação é simples: levantar da cadeira e dar uma volta.
Editoria:
Redação Saúde e Educação
A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



