Anvisa libera Wegovy pill 25 mg, primeiro comprimido de GLP-1 para obesidade aprovado no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no Brasil um novo comprimido de semaglutida para o tratamento da obesidade. A decisão saiu na quarta-feira. O Wegovy pill 25 mg tem a mesma indicação da caneta antiobesidade da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk.
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O remédio é o primeiro agonista do GLP-1 em comprimido aprovado no país. A semaglutida é o princípio ativo do Ozempic, para diabetes 2, e do Wegovy, para obesidade. O pedido da farmacêutica foi enviado à Anvisa em janeiro, mesmo mês em que a pílula começou a ser vendida nos Estados Unidos. Desde então, mais de cinco milhões de prescrições já foram dispensadas.
Pílula reduz até 17% do peso, segundo estudos
Nos estudos, o Wegovy pill demonstrou potencial para reduzir 17% do peso corporal, um índice semelhante ao da versão injetável. A medicação já é vendida nos Emirados Árabes Unidos, no Reino Unido e na Alemanha, e o México deve iniciar o uso em breve.
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A Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, também levou à Anvisa o seu comprimido para obesidade, o orforglipron, e aguarda o aval. Nos Estados Unidos, o produto é vendido com o nome comercial Foundayo e tem potencial de reduzir 12,4% do peso.
Comprimidos ampliam alternativas às canetas
Os agonistas do GLP-1 se popularizaram em canetas injetáveis, mas a indústria amplia cada vez mais as apresentações em comprimido. O tema foi discutido na última edição da reunião anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), realizada em Milão.
A proposta atinge pacientes que não querem as picadas semanais ou têm dificuldades para conservar e transportar as canetas.
No congresso, um estudo comparou os efeitos da troca de canetas de semaglutida 2,4 mg ou de tirzepatida (Mounjaro) pela semaglutida 25 mg. Após a mudança para a pílula, os participantes perderam, em média, quatro quilos. A quantidade de pessoas com diagnóstico de obesidade caiu de 87,1% para 65,5% após três meses.
CEO da Novo Nordisk defende uso contínuo em comprimido
Em coletiva de imprensa durante o evento, Mike Doustdar, CEO da Novo Nordisk, explicou a aposta na forma oral. “A nossa escolha de trazer as pílulas para o tratamento é uma tentativa de tornar isso mais fácil, em alguns casos, para as pessoas”, disse.
Na comparação que fez, Doustdar lembrou que muitas pessoas tomam estatinas pelo resto da vida para controlar o colesterol, sem questionar a rotina. “Então, se você tiver que tomar uma pílula, talvez seja menos difícil ter que tomá-la pelo resto da vida”, afirmou.
Editoria:
Redação Saúde e Educação
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