Sotheby’s vende em Nova York o esqueleto de Nanotyrannus Jodi por US$ 47,3 milhões

Um raro esqueleto de Nanotyrannus, dinossauro parecido com uma versão menor do Tyrannosaurus rex, foi arrematado por US$ 47,3 milhões (cerca de R$ 254,6 milhões) em um leilão da Sotheby’s, em Nova York, nos Estados Unidos. Batizado de Jodi, o fóssil se tornou o segundo esqueleto de dinossauro mais caro já vendido em leilão.
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A disputa durou cerca de 12 minutos e reuniu seis participantes. O valor final superou a estimativa inicial, de US$ 6 milhões a US$ 9 milhões, segundo comunicado da própria Sotheby’s.
O topo do ranking continua com Gus, outro esqueleto de T. rex, que foi arrematado por US$ 50,1 milhões em julho deste ano.
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Fóssil de 67 milhões de anos guarda 191 ossos
Jodi tem cerca de 67 milhões de anos, mede 5,9 metros de comprimento e 2,9 metros de altura. Ele integra o grupo de apenas três esqueletos relativamente completos de Nanotyrannus conhecidos pela ciência.
A Sotheby’s afirma que a peça reúne 191 elementos ósseos, entre eles um crânio quase inteiro. Cerca de 70% do esqueleto original foi preservado, e as partes que faltavam foram recriadas com peças impressas em 3D e técnicas de escultura.
Os ossos apareceram em 2019, numa propriedade rural de Montana. O nome homenageia Jodi Pierson, dona do terreno onde o material foi achado, e a escavação ficou a cargo de Clayton Phipps, paleontólogo comercial conhecido como “Cowboy dos Dinossauros”.
O material saiu da Formação Hell Creek, área geológica que atravessa partes de Montana, Wyoming e das Dakotas e já rendeu descobertas importantes de dinossauros.
Em que o Nanotyrannus se diferencia do T. rex?
O Nanotyrannus viveu no Cretáceo, há cerca de 67 milhões de anos. Apesar da semelhança com o Tyrannosaurus rex, tinha traços próprios, como braços proporcionalmente mais longos, garras maiores nas mãos e dentes mais finos e afiados.
Por décadas, pesquisadores discutiram se esses fósseis pertenciam a outra espécie ou eram apenas exemplares jovens de T. rex. Pesquisas recentes fortaleceram a tese de que se tratava de um dinossauro distinto e de menor porte.
Além de Jodi, há outros dois esqueletos relativamente completos conhecidos. Um é Jane, exposto no Museu Burpee de História Natural, em Illinois. O outro foi encontrado junto a um Triceratops, no fóssil chamado “Dinossauros Duelistas”, que está no Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
Os ossos de Jodi indicam que ele era um adulto, de acordo com a Sotheby’s.
Por que pesquisadores criticam a venda
A comercialização de fósseis por cifras milionárias gera críticas, sobretudo pelo risco de peças importantes ficarem em coleções privadas, fora do alcance de estudos científicos.
De acordo com a CNN, Steve Brusatte, professor de paleontologia da Universidade de Edimburgo, na Escócia, demonstrou receio de que o esqueleto não seja colocado à disposição do público. Para ele, as evidências recentes de que o Nanotyrannus era uma espécie própria tornam o exemplar especialmente relevante.
David Hone, professor de zoologia da Queen Mary University de Londres, também colocou em dúvida os valores pagos por fósseis em leilões. Segundo Hone, o peso científico de Jodi ainda depende de uma análise especializada, revisada por outros pesquisadores.
Comprador segue sem identificação
A identidade de quem arrematou o fóssil não foi divulgada. Pela Sotheby’s, a venda incluiu direitos que permitem ao novo proprietário produzir e comercializar réplicas para museus ou colecionadores.
Até agora, não há informações sobre o destino do fóssil, nem sobre a possibilidade de ele ser exibido ao público ou usado em pesquisas científicas.
Editoria:
Redação Variedades
A Redação Variedades reúne a cobertura do Clique Fatos sobre horóscopo, comportamento e curiosidades. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



