Soja sobe 1,93% na Bolsa de Chicago e fecha a US$ 12,26 por bushel

Margens de esmagamento altas nos EUA e demanda por farelo sustentam os preços, segundo a Agrinvest.

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Grãos de soja | Foto: Reuters
Grãos de soja | Foto: Reuters

Nesta segunda-feira (20), os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago fecharam em alta de 1,93%, cotados a US$ 12,26 por bushel. A Agrinvest atribui essa movimentação a uma série de fatores positivos que impulsionaram os preços ao longo da curva de vencimentos.

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Os maiores avanços ocorreram nos contratos com vencimento em novembro de 2026 e janeiro de 2027, refletindo tanto a safra norte-americana quanto o início da comercialização da safra brasileira.

A consultoria avalia que o cenário é favorável e que as cotações devem se manter acima de US$ 12 por bushel, com possibilidade de novas altas. Além dos fundamentos da soja em grão, outro fator relevante é o aumento das margens de esmagamento nos Estados Unidos, que continuam em níveis elevados.

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Essa situação intensifica a concorrência entre as indústrias processadoras e as tradings pela compra da soja, resultando em prêmios altos no mercado interno norte-americano e reduzindo a oferta para exportação.

Demanda interna e farelo de soja

O mercado interno também apresenta um cenário aquecido. A procura por soja com padrão de exportação nas regiões produtoras do Brasil tem intensificado a competição entre compradores, elevando os preços. Outro elemento que contribui para essa sustentação é o farelo de soja.

Nesta temporada, os embarques desse derivado superaram em mais de 2 milhões de toneladas os números do mesmo período do ciclo anterior, reforçando a demanda pelo processamento da oleaginosa e ajudando na firmeza das cotações.

Movimentações no mercado do milho

No milho, o contrato com vencimento em dezembro subiu 1,18% e fechou a US$ 4,73 por bushel. A valorização foi impulsionada pelo clima mais seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos, região crucial para a produção do grão.

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O clima seco gerou preocupações entre os investidores em um momento decisivo para o desenvolvimento das lavouras.

Outro fator importante foi a demanda externa. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que exportadores norte-americanos fecharam um contrato para vender 100 mil toneladas de milho à Colômbia, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

Isso reforça o ritmo das exportações e contribui para o crescimento das cotações no mercado.

Oferta menor de trigo

A perspectiva de uma menor oferta também continua a dar suporte aos preços do trigo. O USDA estima que a colheita de trigo de inverno nos Estados Unidos será a menor desde 1965, com 1,048 bilhão de bushels, volume 25% inferior ao do ano passado.

A produção de trigo vermelho de inverno nas Grandes Planícies deve ter queda ainda maior, de cerca de 36%.

No cenário internacional, a Austrália revisou sua estimativa para a safra de trigo em 2026 para baixo. Segundo levantamento da Topstep divulgado em 17 de julho, houve uma redução na previsão de produção em até 30%, diminuindo assim a oferta deste importante exportador mundial e aumentando as preocupações sobre a disponibilidade global do cereal.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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