Senado do Texas: duelo entre Paxton e Talarico vira eleição não presidencial mais cara dos EUA
A corrida pelo Senado dos Estados Unidos no Texas, nas eleições de meio de mandato conhecidas como Midterms, virou a eleição não presidencial mais cara da história, segundo levantamento da empresa de monitoramento de publicidade AdImpact. Até sexta-feira (23), os anúncios já somavam mais de US$ 544 milhões (2,7 bilhões de reais).
O valor reúne os gastos com as primárias, com o segundo turno entre o republicano Ken Paxton e o senador em exercício John Cornyn e com a eleição geral, em que Paxton enfrenta o democrata James Talarico. Também entram na conta as reservas de espaço publicitário feitas até o dia da votação.
Republicanos respondem por mais de dois terços dos anúncios
Os republicanos concentram a maior parte do dinheiro. Eles gastaram cerca de US$ 386 milhões (R$ 1,9 bilhão), enquanto os democratas desembolsaram aproximadamente US$ 158 milhões (aproximadamente 788 milhões de reais).
Para o Partido Republicano, a disputa se transformou num poço sem fundo. Antes mesmo da eleição geral, as primárias e o segundo turno já haviam custado mais de US$ 100 milhões (cerca de 500 milhões de reais) à legenda.
A maior parte dessa verba foi usada em ataques a Paxton, que acabou escolhido como candidato do partido. Do outro lado, aliados nacionais de Cornyn saíram em defesa do senador.
Elon Musk entra na disputa a favor de Paxton
Talarico também ajudou a inflar a conta. O entusiasmo da base democrata com sua campanha rendeu uma arrecadação recorde, com destaque para US$ 64 milhões (319 milhões de reais) obtidos apenas no terceiro trimestre.
Com sinais claros de competitividade num estado historicamente dominado pelos republicanos, já no outono, o bilionário do setor de tecnologia Elon Musk socorreu o partido. Ele destinou mais de US$ 150 milhões (cerca de 750 milhões de reais) de suas contribuições de campanha à disputa, bancando uma forte ofensiva publicitária em favor de Paxton.
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Recorde anterior era de Ohio, em 2024
Até então, a eleição não presidencial mais cara havia sido a disputa pelo Senado em Ohio em 2024, que registrou pouco menos de US$ 543 milhões (R$ 2,7 bilhões) em publicidade.
Em terceiro lugar no ranking aparece a eleição especial para o Senado realizada este ano em Ohio, que acumula pouco mais de US$ 488 milhões (2,4 bilhões de reais) em gastos.
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Redação Internacional
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