Trump ameaça atacar usinas e pontes do Irã se negociações não forem retomadas

O presidente dos EUA, Donald Trump, lançou uma dura ameaça ao Irã, anunciando que irá atacar usinas de energia e pontes do país caso Teerã não retome as negociações. Em entrevista à Fox News na terça-feira (14), Trump afirmou: “Vou deixar os alvos do setor de energia por último, mas, no final das contas, vamos atacar alvos de energia”.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ele acrescentou que os ataques ocorrerão na próxima semana, a menos que o Irã aceite negociar.
Especialistas lembram que as Convenções de Genebra e seus protocolos restringem ataques a instalações essenciais para a população civil. O presidente também revelou que negociadores americanos haviam contatado seus homólogos iranianos, enfatizando a necessidade urgente de um acordo.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Durante a mesma entrevista, Trump advertiu que “não restará ninguém” no Irã se o diálogo não for retomado.
Retomada do bloqueio naval
O bloqueio a navios que entram e saem de portos iranianos foi restabelecido na terça-feira (14), às 17h (horário de Brasília). A informação foi divulgada pelo CENTCOM (Comando Central dos EUA), que anunciou por meio da rede social X que mais de 20 navios de guerra e “centenas de aeronaves militares operam atualmente em todo o Oriente Médio”.
Essa ação segue uma declaração anterior de Trump sobre o restabelecimento do bloqueio e o papel dos EUA como “guardiões” do Estreito de Ormuz.
Na postagem feita minutos antes da entrada em vigor da medida, o CENTCOM informou que os Estados Unidos estavam realizando novos ataques contra capacidades iranianas nas proximidades do estreito. A publicação destacava a preparação das forças americanas para retomar o bloqueio naval contra os portos e áreas costeiras do Irã.
O presidente também mencionou que iria cobrar das empresas de transporte comercial 20% do valor das cargas como forma de reembolso pela segurança proporcionada no Estreito.
Histórico das ações americanas
Os EUA já tinham imposto um bloqueio aos portos iranianos anteriormente durante um período de dois meses — entre abril e junho — abrangendo uma vasta área desde o Oriente Médio até o Oceano Índico. Essa estratégia foi parte dos esforços para controlar as atividades iranianas na região e reafirmar a presença militar dos EUA.
Trump destacou que as nações do Golfo poderiam realizar “acordos comerciais e de investimento” com os Estados Unidos como forma de compensação pelos custos da segurança no estreito. A situação atual continua tensa, com repercussões significativas para as relações entre os dois países e para a estabilidade regional.
Editoria:
Redação Internacional
A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



