São Paulo sedia torneio internacional de robótica FIRST® LEGO® League neste sábado, 20 de março

Estudantes de 6 a 10 anos de escolas públicas e privadas participarão do torneio, que destaca a importância da robótica e da alfabetização em IA na educação

20/06/2026 04:06

4 min

Diverse group of primary school students making robots at the science class
Diverse group of primary school students making robots at the sc...

Neste sábado, 20 de março de 2026, a cidade de São Paulo será o palco do torneio internacional de robótica FIRST® LEGO® League, que reunirá estudantes com idades entre 6 e 10 anos oriundos de escolas públicas e privadas. A competição ocorrerá no Colégio Belo Futuro Internacional, das 8h às 13h.

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O evento conta com o apoio do Educacional, que oferece suporte pedagógico e tecnológico em parceria com a LEGO® Education.

A importância da alfabetização em IA na educação

Especialistas destacam que a Inteligência Artificial (IA) está desempenhando um papel significativo na transformação do setor educacional, apresentando tanto oportunidades quanto desafios. Alex Paiva, líder do Educacional, afirma que alfabetizar os alunos em IA não implica torná-los programadores profissionais, mas sim cidadãos críticos e preparados para o futuro: “A IA pode otimizar tarefas administrativas e aumentar a eficiência dos professores quando utilizada corretamente.

O desafio atual das instituições é não apenas decidir sobre o uso da IA, mas sim integrá-la de maneira ética e pedagógica para maximizar os benefícios aos alunos”.

Paiva ressalta que entender como a inteligência artificial opera desenvolve habilidades essenciais para discernir informações corretas e incorretas, além de permitir uma reflexão crítica sobre os limites éticos no uso de dados. Ele enfatiza que a alfabetização em IA deve garantir que os estudantes tenham domínio sobre as ferramentas digitais, permitindo-lhes fazer escolhas informadas em vez de se tornarem meros consumidores dessa tecnologia.

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Desigualdade no acesso à tecnologia educacional

Para que a tecnologia atue como um elemento inclusivo na educação pública, Paiva aponta três pilares fundamentais. Primeiramente, é necessário garantir infraestrutura adequada, como acesso à internet de qualidade e dispositivos tecnológicos nas escolas.

Em segundo lugar, é crucial investir na formação contínua dos educadores: “Um professor qualificado pode extrair valor pedagógico mesmo de ferramentas simples”, destaca ele.

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A terceira faceta envolve o foco no letramento digital ao invés do simples acesso à tecnologia. Paiva alerta que se as escolas privadas ensinam a criação e programação enquanto as públicas apenas transmitem conteúdos passivamente, isso só intensifica as desigualdades existentes.

Para ele, todos os estudantes devem ter o direito de criar e pensar criticamente com a tecnologia.

Equilíbrio no uso da tecnologia na educação básica

A abordagem equilibrada da tecnologia na educação básica também é uma preocupação crescente. O modelo de ensino híbrido propõe uma estrutura onde as tecnologias são utilizadas em momentos específicos, como pesquisas guiadas ou simulações científicas.

O restante do tempo é dedicado a interações presenciais e atividades que não podem ser substituídas por telas.

“O segredo está em utilizar a tecnologia como uma ferramenta pedagógica dentro de um projeto maior”, explica Paiva ao referir-se às metodologias Maker e STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). Nesses modelos, os alunos aplicam conceitos práticos ao usar softwares de programação junto com materiais físicos para construir suas próprias criações.

Assim, o aprendizado se torna mais engajador e menos passivo.

FIRST® LEGO® League Explore: um incentivo ao aprendizado prático

O FIRST® LEGO® League chega a São Paulo como uma iniciativa para incentivar a educação em robótica através da prática concreta de conceitos muitas vezes considerados abstratos. Participar desta competição ajuda a transformar disciplinas exatas em experiências investigativas divertidas, onde erros são vistos como parte natural do processo inovador.

O evento contará com 26 equipes competindo pela chance de participar da fase nacional em outubro.

“A seleção das equipes será baseada em critérios que avaliam não apenas as habilidades em robótica e programação, mas também criatividade e colaboração”, detalha Alex Paiva. Os kits usados na competição combinam os tradicionais blocos LEGO® com componentes tecnológicos como motores e sensores, permitindo aos alunos programar por meio de uma plataforma desenvolvida especificamente para o ensino fundamental.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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