IBGE Registra Queda de Analfabetismo em 4,9% no Brasil

IBGE registra queda de 4,9% no analfabetismo no Brasil, impulsionando avanços educacionais e evidenciando desigualdades persistentes entre grupos demográficos

19/06/2026 18:36

3 min

O Brasil tinha 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais de idade em 2025, o que corresponde a uma taxa de analfabetismo de 4,9% | Arte/Poder360
O Brasil tinha 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais de...

O Brasil registrou, em 19 de junho de 2026, uma taxa de analfabetismo de 4,9% entre a população de 15 anos ou mais, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua: Educação 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Este índice aponta que 8,4 milhões de brasileiros ainda não sabem ler e escrever um bilhete simples. O resultado representa a primeira vez desde o início da série histórica, em 2016, que o percentual de analfabetismo fica abaixo da marca de 5%, sinalizando uma tendência de queda no índice nacional.

Perfil Demográfico do Analfabetismo no Brasil

A análise da PNAD Contínua revelou que o analfabetismo permanece fortemente ligado a critérios de idade, raça e região. No ano passado, o Nordeste concentrava a maior parcela dessa população, respondendo por 57% dos analfabetos identificados.

O grupo etário de 60 anos ou mais foi o mais afetado, representando mais da metade do total de analfabetos, com 58% da população. Neste grupo avançado, foram observadas mudanças significativas nos indicadores de gênero e raça.

Pela primeira vez, a taxa de analfabetismo entre as mulheres idosas (13,7%) ficou abaixo da taxa registrada para os homens (14,1%). Em relação à cor da pele, a disparidade foi notável: a taxa entre pessoas pretas ou pardas (20,6%) aproximou-se de três vezes o índice encontrado entre a população branca (7,3%) na faixa etária de 60 anos ou mais.

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Em contraste com os dados da população idosa, a taxa de analfabetismo para os indivíduos entre 15 e 59 anos caiu para 2,6%. Este dado também apontou avanços significativos na educação de grupos historicamente vulneráveis.

Progressos Educacionais e Desafios da Juventude

Um avanço relevante foi o registro de que mais da metade dos indivíduos pretos ou pardos com 25 anos ou mais (51,3%) alcançaram o ensino médio completo. Este é o primeiro momento em que o percentual superou a marca de 50% para este grupo demográfico.

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No entanto, a pesquisa também destacou os desafios persistentes no fluxo escolar. Os maiores índices de abandono de estudos foram identificados em faixas etárias mais jovens, com 20,0% dos estudantes abandonando entre 17 e 18 anos, e 18,5% deixando a escola a partir dos 16 anos.

A questão do interesse em estudar também preocupa: um em cada quatro jovens, na faixa de 14 a 29 anos, manifestou falta de interesse em continuar os estudos. Os principais motivos apontados para o abandono escolar entre mulheres jovens (14 a 29 anos) foram o trabalho (26,2%) e a gravidez (24,7%).

Considerando que o Brasil possui 46,6 milhões de jovens nessa faixa etária em 2025, a análise do mercado de trabalho mostrou que 17,5% deles não estavam trabalhando, nem estudando em instituições regulares, nem participando de cursos de qualificação profissional.

Esse percentual representa uma redução de 4,9 pontos percentuais em comparação com os dados de 2019.

Os dados do IBGE reforçam que, embora haja melhorias estruturais no acesso ao ensino, a persistência das desigualdades socioeconômicas e educacionais exige políticas públicas direcionadas para a retenção e o incentivo à permanência escolar em todas as faixas etárias.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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