São Paulo e Campinas lideram expansão dos data centers no Brasil

O mercado de data centers no Brasil concentra a maior parte da capacidade operacional em apenas dois polos regionais: São Paulo& Barueri e Campinas. Segundo pesquisa realizada pela consultoria imobiliária JLL para o EXAME, esses locais somam impressionantes megawatts (MW) instalados — sendo 269 MW na área paulista expandida e outros 316 MW em Campinas —, representando mais da metade do total dos equipamentos operacionais disponíveis hoje no país ().
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Apesar de outras cidades emergentes registrarem altos índices de vacância – como Fortaleza (25\%) ou Porto Alegre (40\%) –, os dois polos principais demonstram uma utilização extremamente eficiente. São Paulo& Barueri opera com apenas de espaço disponível, enquanto o mercado campineiro está praticamente lotado, apresentando somente .
Concentração e demanda das grandes empresas
Essa combinação notável entre grande escala instalada e baixíssima taxa de ocupação é apontada pela JLL como um fator que torna esses submercados paulistas altamente eficientes para a operação global dos data centers no Brasil. O crescimento da capacidade nessas regiões tem sido impulsionado principalmente pelas chamadas hyperscalers— as gigantes provedoras de serviços em nuvem.
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O apetite por espaço nesses dois locais segue robusto mesmo diante do lançamento constante de novas unidades. No primeiro semestre deste ano, foram entreguesnovos megawatts pelo país; desses valores vieram 75 MWde Campinas e outros 31 MW, provenientes de São Paulo & Barueri.
Além disso, o volume já pré – comprometido antes da entrega física também é alto: são contabilizados para a região paulista expandida contra os em Campinas.
Vantagem competitiva entre polos
Apesar do crescimento acelerado que atrai grandes investimentos ligados à infraestrutura de inteligência artificial (IA), esses dois maiores mercados não apresentam custos elevados. Segundo dados coletados pela JLL sobre aluguéis comerciais no formato varejo — contratos com capacidade inferior a250 kW*—, o custo médio mensal varia ligeiramente, mas permanece competitivo.
Em São Paulo & Barueri, esse tipo de espaço custa cerca de pelo mesmo parâmetro.
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Escala e preço frente aos mercados emergentes
Essa diferença é crucial quando comparada às cidades consideradas polos secundários. Em Fortaleza, onde a vacância ainda está alta (25\%), o aluguel médio atinge US\385/kw; enquanto Porto Alegre (com 40\%de vazão) cobra us 333/kw.
A JLL explica que essa disparidade mostra como os custos mais altos em regiões menores são resultado da escala reduzida das operações locais combinadas com uma oferta menos restrita no momento.
Liderança regional do eixo paulista
É justamente esta combinação — entre grande capacidade instalada, baixíssima vacância e preços competitivos para a operação varejo — o fator determinante. Mesmo surgindo novos polos importantes na região Nordeste ou Sul apoiados por projetos ligados à IA,, é reconhecido que continua sendo o eficiente polo paulistano quem sustenta ainda hoje a posição brasileira de líder absoluto neste mercado dentro da América Latina.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



