Salvador, capital do Brasil até 1763, tem centro histórico reconhecido pela Unesco desde 1985

Fundada em 1549, a cidade preserva templos barrocos, casarões dos séculos XVII ao XIX e ruas de pedra que impulsionam o turismo cultural no Pelourinho.

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O Centro Histórico de Salvador preserva a memória da primeira capital do país | Foto: Reprodução/Catraca Livre
O Centro Histórico de Salvador preserva a memória da primeira ca...
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Caminhar pelas ladeiras históricas de Salvador é um encontro direto com as raízes do Brasil. Fundada em 1549 como a primeira capital colonial, a cidade reúne templos barrocos e casarões erguidos entre os séculos XVII e XIX.

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Os casarões coloridos e as ladeiras de pedra são o cartão de visita do Pelourinho, onde os visitantes costumam passar horas circulando a pé.

Como surgiu a primeira capital do Brasil em 1549?

A fundação oficial, em 1549, colocou a localidade no comando administrativo do país. Salvador manteve esse papel de destaque até 1763, e ali se instalou a antiga sede do governo na Bahia.

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Ao longo de mais de dois séculos como centro do poder, a região abriu vias de pedra e ladeiras íngremes. Com a ocupação progressiva, surgiram sobrados tradicionais e edifícios que refletem as diferentes influências presentes na formação da sociedade colonial.

Unesco reconheceu o Centro Histórico como Patrimônio Mundial

O Centro Histórico baiano recebeu o reconhecimento internacional da Unesco em 1985, por causa de seu acervo arquitetônico. A distinção consagrou o sítio como Patrimônio Mundial e valorizou séculos de memória material, representada por monumentos religiosos e construções civis preservadas.

Na prática, a salvaguarda global ajudou a manter as ruas originais de pedra e as estruturas dos séculos XVII ao XIX em uso, para as futuras gerações. O conjunto mostra a grandeza da arquitetura colonial e atrai admiradores do passado que percorrem o núcleo antigo da cidade.

A conservação desses casarões sustenta a identidade histórica do território brasileiro. Os imóveis mantêm vivos os traços da fundação urbana e permitem entender como evoluíram as primeiras cidades coloniais. Proteger essas estruturas também impulsiona o turismo cultural, e viajantes de todo o país visitam a capital baiana para ver as ruas de pedra e os monumentos tombados internacionalmente.

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Igreja de São Francisco e Catedral Basílica marcam a paisagem

Entre as edificações católicas mais impressionantes está a célebre Igreja e Convento de São Francisco, famosa pela riqueza estética. O templo tem interiores decorados com entalhes minuciosos, que evidenciam o apogeu da arte sacra barroca construída durante o período colonial.

Outro ponto central da paisagem é a Catedral Basílica de Salvador, situada em frente ao movimentado Terreiro de Jesus. A construção compõe um cenário monumental que testemunha a devoção e a expressão cultural cultivadas na antiga capital.

Pelourinho reúne casarões coloridos e ladeiras de pedra

O Pelourinho junta sobrados coloridos e praças tradicionais que encantam viajantes interessados na história nacional. Ao percorrer suas ladeiras, o visitante chega ao icônico Largo do Pelourinho, espaço que preserva a memória cultural do estado baiano.

A área integra casarões seculares e monumentos religiosos de grande valor estético. Caminhar pelas praças e pelas ruas do bairro permite ver um cenário histórico preservado, em que a tradição colonial aparece em cada esquina.

Os pontos mais marcantes da experiência no Centro Histórico são os casarões coloniais dos séculos XVII ao XIX, com fachadas coloridas. Os templos com ornamentação barroca, como a Igreja de São Francisco, completam o roteiro. O Largo do Pelourinho e o Terreiro de Jesus, cercados por ladeiras de pedra, fecham o percurso.

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