Russell Brand, 51, responde a 7 acusações e afirma que ninguém aceitou testemunhar por ele

Ex-astro da TV britânica e de Hollywood, Brand nega três estupros, três agressões sexuais e uma tentativa de atentado ao pudor em julgamento em Londres.

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Russell Brand é acusado de estupro, agressão sexual e ato obsceno contra seis mulheres | Foto: Reprodução/CNN Brasil

O comediante e ator britânico Russell Brand, 51, disse na quarta-feira (28) que amigos e colegas lhe deram as costas depois que surgiram as acusações de crimes sexuais. Diante do júri de um tribunal de Londres, ele afirmou que o consentimento é fundamental.

Brand já foi presença constante na televisão britânica e chegou a estrelar vários filmes de Hollywood. Agora ele responde por três acusações de estupro, três de agressão sexual e uma tentativa de atentado ao pudor. Os crimes envolvem seis mulheres e teriam ocorrido entre 1999 e 2009.

O ex-marido da cantora norte-americana Katy Perry, de 51 anos, nega todas as acusações.

Brand nega todas as acusações diante do júri

Ao subir ao banco das testemunhas na terceira semana do julgamento, na Corte da Coroa de Southwark, em Londres, Brand respondeu com um “não” firme e audível quando o advogado perguntou se ele havia cometido algum dos crimes alegados. O júri já tinha ouvido que todas as denunciantes procuraram os detetives depois da exibição de um documentário em 2023.

Uma série de artigos de jornal também trouxe acusações anônimas feitas por outras mulheres, que não fazem parte do processo.

Vestindo terno preto, camisa branca de gola aberta e uma gravata preta folgada, Brand afirmou que o impacto foi “devastador”. Segundo ele, amigos se afastaram e ninguém se dispôs a testemunhar em seu favor. Quando o advogado Ian Winter perguntou se alguém “chegaria perto dele nem que fosse com uma vara de dez metros”, a resposta foi “Não”.

Promotores descrevem Brand como predador sexual

Na manhã de quarta-feira, os promotores encerraram a apresentação das acusações e classificaram Brand como um predador sexual. Eles sustentam que ele estuprou uma mulher que conheceu num evento paralelo à conferência do Partido Trabalhista, em 1999.

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Também dizem que ele forçou uma mulher a fazer sexo oral em um banheiro de bar em Londres, em 2004, e que abusou sexualmente de outra mulher em uma emissora de rádio, em 2004 ou 2005.

Há ainda a suspeita de que ele tentou levar uma mulher ao banheiro masculino da MTV Europe, em Londres, onde ela trabalhava em 2001. Em 2009, ele teria sodomizado uma mulher que havia concordado em manter relações consensuais em sua casa. A acusação mais recente diz que ele agrediu uma funcionária do Channel 4, onde os dois participavam de um projeto de gravação.

Brand fala de vida pessoal e da defesa do consentimento

Ao falar sobre a própria trajetória, Brand contou que o casamento com Katy Perry, em 2010, lhe trouxe “fama impressionante”. O casal se separou 14 meses depois. Ele também relatou que foi impedido de entrar no hospital onde o filho passava por uma cirurgia de coração aberto, logo após a exibição do documentário.

“Minha vida inteira foi consumida por esses eventos, essas alegações, essas acusações e o impacto dessas alegações e acusações”, declarou. “Eu me dediquei inteiramente a essas questões.” Brand sustentou que a primeira denunciante teve relações sexuais com ele de livre e espontânea vontade.

Na sequência, ele fez questão de defender o princípio do consentimento. “O consentimento é fundamental, essencial, necessário e, de fato, mais importante do que o próprio sexo”, disse.

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