Rubio indica que EUA vão pausar ataques e focar em sanções ao Irã, diz site

Rubio destaca que a intensificação das sanções visa pressionar a economia iraniana, enquanto o Irã promete retaliações contra interesses americanos.

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio | Foto: Reprodução/CNN Brasil

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, informou a países aliados que não há expectativa de novos ataques militares contra o Irã no momento. Em vez disso, os Estados Unidos devem intensificar as sanções e outras formas de pressão econômica.

A informação foi divulgada pelo Axios na terça-feira (25); Rubio transmitiu o recado a ministros das relações exteriores de países aliados nos últimos dias.

Rubio enfatizou que os EUA não planejam realizar grandes operações militares, embora tenha alertado que uma retaliação poderá ocorrer caso o Irã inicie um ataque. Enquanto isso, o diplomata iraniano Kazem Gharibabadi, do ministério de Relações Exteriores do Irã, prometeu que novas medidas seriam tomadas contra interesses americanos caso Washington avance com suas sanções.

Sanções e embargos

O governo iraniano criticou as sanções americanas que visam isolar sua economia, classificando-as como um ato de “flagrante ilegalidade”. O Ministério de Relações Exteriores do Irã afirma que essas ações representam uma ameaça ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas, declarando que “a questão não se limita mais ao Irã”.

A fim de pressionar ainda mais a economia iraniana, os Estados Unidos ameaçaram punir países que continuarem a manter relações comerciais com Teerã; no entanto, essas penalidades não serão impostas imediatamente. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou uma nova rodada de sanções atingindo 60 indivíduos, entidades e embarcações.

Curiosamente, a lista não incluiu instituições financeiras chinesas suspeitas de facilitar o comércio de petróleo com o Irã.

Bessent destacou que os países podem ser excluídos do sistema financeiro baseado no dólar se persistirem nas negociações com Teerã, mas não forneceu prazos nem especificou quais alvos poderiam ser afetados.

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Negociações com Omã

Diante da pressão econômica dos EUA, o Irã anunciou o retorno às negociações com Omã para administrar o Estreito de Ormuz. Esses diálogos estão em andamento há semanas e buscam estabelecer uma rota segura para a navegação no canal marítimo pelo qual transitava cerca de um quinto do petróleo global antes do início da guerra.

No mesmo contexto, o presidente americano Donald Trump voltou a dizer que todas as minas no estreito já haviam sido removidas. Superpetroleiros têm desligado seus transponders — dispositivos que transmitem informações sobre identidade e localização — para atravessar o estreito sob escolta militar dos EUA.

Apesar disso, essa travessia continua arriscada; na terça-feira, um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado próximo à entrada do estreito em Ash Shishah, Omã, segundo informações da UK Maritime Trade Operations.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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