Rossi acusa Milei: “Bolsonaro fugiu. Milei o ajudou”; oposição quer Santilli no Congresso

Bloco União pela Pátria quer saber por que o avião de Flávio Bolsonaro não foi retido em Puerto Iguazú.

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Deputados da oposição discutem com o presidente da Câmara dos Deputados da Argentina, Martín Menem, durante uma sessão para debater as reformas da lei trabalhista no Congresso Nacional, em Buenos Aires, em 19 de fevereiro de 2026 | Foto: Luis Robayo / AFP

O governo de Javier Milei foi cobrado por parlamentares e dirigentes da oposição sobre uma possível ajuda para a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ex-candidato à Presidência, da Argentina rumo aos Estados Unidos. Os opositores também apresentaram um pedido de interpelação a integrantes do gabinete presidencial.

Flávio, a esposa e as duas filhas entraram na Argentina na noite de terça-feira 27 pela província de Misiones. Cerca de duas horas depois, deixaram Puerto Iguazú em um avião privado com destino aos Estados Unidos, com escala no Equador.

Oposição pede que Santilli explique o caso no Congresso

O deputado Agustín Rossi, da ala peronista de oposição, afirmou no X que o grupo já apresentou o pedido de interpelação contra o chefe de gabinete, Diego Santilli. “Bolsonaro fugiu. Milei o ajudou. Já apresentamos o pedido de interpelação ao chefe de gabinete, Diego Santilli, para que preste contas perante o Congresso”, escreveu.

O senador tem 45 anos e ainda não reconheceu a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial. Ele responde a várias investigações judiciais em andamento no Brasil.

Justiça brasileira proibiu saída do país sem ordem de prisão

Mesmo sem qualquer ordem de prisão, a Justiça brasileira impediu que o senador deixasse o país e cancelou seus passaportes. A medida já estava em vigor quando ele cruzou a fronteira argentina.

O bloco União pela Pátria quer saber por que a aeronave não foi retida nem teve a decolagem atrasada enquanto a situação judicial do passageiro era verificada. Os parlamentares classificaram o episódio como uma questão de “implicação que este caso tem para a relação bilateral”.

Oposição questiona demora em divulgar a saída de Bolsonaro

Os parlamentares também perguntaram por que o comunicado que confirmou a entrada e a saída de Bolsonaro saiu apenas depois que o avião decolou. “Quem deu a ordem para que fosse assim?”, questionaram.

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Além disso, pediram ao governo que confirme uma informação do jornal La Nación, segundo a qual o assessor presidencial Santiago Caputo esteve no aeroporto internacional de Puerto Iguazú horas antes da decolagem.

As autoridades argentinas divulgaram, na madrugada de quarta-feira 28, a entrada e a saída de Bolsonaro, que viajou aos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas em voo privado com escala no Equador.

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