Romário devolve R$ 29 mil ao Senado após trabalhar como comentarista na Copa de 2026
O senador Romário (PL-RJ) devolveu nesta terça-feira (25) R$ 29.048,49 aos cofres públicos. O valor se refere ao período em que ele esteve nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo.
A devolução dos recursos levanta discussões sobre as obrigações funcionais parlamentares fora das atividades regulares no Congresso Nacional. Durante o torneio, entre 11 de junho e 19 de julho, Romário foi comentarista da CazéTV, no YouTube; segundo o Senado, não houve pedido formal de licença.
O cálculo da restituição: mais que apenas a estadia
Os R$ 29.048,49 devolvidos representam um valor considerável no contexto dos subsídios parlamentares. Em termos financeiros diretos e calculados pela própria máquina senatorial, esse montante é equivalente ao recebimento integral por cerca de um mês líquido em relação à remuneração mensal prevista para o cargo senador.
É importante notar uma particularidade na quantificação desse pagamento feito pelo Senado Federal. O total restituído supera significativamente aquilo que seria calculado unicamente com base nos dias exatos passados fora do país durante os trabalhos da Copa Mundialista.
A atuação e as obrigações no período internacional
O envolvimento político foi marcado pela participação de Romário em um evento esportivo global, mas também por questionamentos quanto ao cumprimento dos protocolos internos. Durante o Mundial, ele foi comentarista da CazéTV nos Estados Unidos.
No entanto, a questão central levantada pelo Senado é que não houve registro formal ou pedido adequado de licença das funções regimentares dentro do Congresso Nacional antes dessa ausência prolongada fora do país. Essa falha processual levou diretamente às medidas financeiras corretivas adotadas pela Casa Legislativa em agosto deste ano.
Posicionamento sobre o compromisso com Rio
“Durante a Copa, cumpri as minhas obrigações como todos os outros senadores”, declarou Romário em nota. “Mas fiz questão de devolver este salário apenas para não ficar nenhuma dúvida”.
O senador também fez referência ao seu vínculo pessoal mais profundo ligado tanto aos esportes quanto especificamente ao estado do Rio de Janeiro. Ele explicou que foi motivado pela paixão pelo futebol brasileiro em geral: “Fui à Copa porque tenho uma história ali com a seleção brasileira e com o futebol, além disso eu tenho outra grande história aqui — um compromisso direto com o povo carioca,” completou.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
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