Rogério Marinho pede CPI exclusiva para investigar o Banco Master

Senador diz que os dados revelados na quebra de sigilo mostram um caso mais amplo do que o investigado

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Foto: Reprodução

Senadores discutem CPI específica para investigar Banco Master

O senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) exclusiva para aprofundar as investigações envolvendo o Banco Master. A proposta surge após novas informações surgirem na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo o senador, os dados revelados pela quebra de sigilo indicam que o caso é mais amplo do que o inicialmente investigado, justificando a necessidade de uma CPI específica.

Novas informações da investigação

A investigação foi impulsionada pela análise de documentos fornecidos por Daniel Vorcaro, que atuava em conjunto com o Banco Master. A inclusão desses dados na investigação se deveu ao fato de o Banco Master também operava no mercado de crédito consignado, uma modalidade diretamente ligada a benefícios previdenciários.

O senador Marinho ressaltou que essas informações extrapolam o escopo da CPI atual, destacando a complexidade do caso e a necessidade de investigar também a malversação de recursos do sistema financeiro, o uso indevido do fundo garantidor e a negociação promíscua com o Banco Central.

Pedido por CPI específica

Marinho argumentou que a criação de uma CPI específica seria fundamental para analisar a fundo as suspeitas levantadas nas investigações em curso. Ele defendeu que pedir uma CPI apenas do Banco Master seria uma aposta na racionalidade, e que o papel do Parlamento seria complementar ao trabalho do Judiciário.

Apesar da pressão de opositores e das novas informações, os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados resistem em autorizar a instalação de uma CPI para tratar do tema.

Investigação em múltiplas frentes

Atualmente, os fatos relacionados ao Banco Master estão sendo analisados em duas frentes: a CPMI que investiga desvios no INSS e outra comissão dedicada ao crime organizado. O empresário Daniel Vorcaro teve autorizada a transferência para Brasília, no âmbito das investigações.

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A fase atual da Operação Compliance Zero, que visa prender preventivamente os empresários do Banco Master e Fabiano Zettel, apura o grupo responsável por monitorar e intimidar adversários de Vorcaro.

Prisões e busca e apreensão

Na quarta-feira (4), o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou a 3ª fase da Operação Compliance Zero, resultando na prisão preventiva de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Marilson Roseno da Silva e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “A Turma”.

Além disso, foi autorizada a busca e apreensão em 15 endereços ligados aos investigados em São Paulo e Minas Gerais, com o sequestro de bens no montante de até R$ 22 bilhões.

Acusações e riscos à vida

Mendonça entendeu que há indícios de que o grupo contratado por Vorcaro para intimidar adversários teve acesso a sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais como a Interpol. O ministro decretou a prisão dos investigados, considerando o risco à vida de possíveis vítimas dos ilícitos citados na investigação.

Daniel Vorcaro foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, após ter sido preso na capital paulista.

Defesa de Daniel Vorcaro

A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que o empresário “sempre esteve à disposição das autoridades” e “colaborou de forma transparente com as investigações desde o início”. Os advogados negaram “categoricamente as alegações atribuídas” a Vorcaro e expressaram confiança de que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta, reiterando a confiança no devido processo legal e no funcionamento das instituições.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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