Rodoviários do Rio rejeitam proposta salarial, e impasse pode ir à Justiça

As negociações salariais dos motoristas de ônibus do Rio seguem tensas, mesmo após o Tribunal Superior do Trabalho determinar a circulação de 80% da frota.
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Apesar das determinações legais e manifestações na rua desde a segunda-feira passada (29), as partes ainda não chegaram a um acordo satisfatório para toda a categoria rodoviária no estado fluminense.
Pauta de reivindicações: salário versus proposta patronal
Os trabalhadores mantêm uma pauta robusta com exigências específicas. O sindicato exige salário mensal de R$ 5 mil para motoristas de BRT, enquanto o valor proposto é de R$ 4 mil para os demais profissionais da área.
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Além dos salários, estão em jogo benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1 mil e planos de saúde e odontológico. A categoria também busca acabar integralmente com contratos temporários.
Gratuidade e intervalo
Outros pontos centrais são a manutenção da gratuidade para passageiros e uma indenização pelo intervalo de almoço (os chamados “30 minutos”).
Os patrões, por sua vez, ofereceram reajuste salarial de 4,39% e aumento no auxílio-alimentação, proposta rejeitada pelos representantes dos trabalhadores.
Conflito nas mesas de diálogo
O presidente Sebastião Silva comentou sobre as dificuldades encontradas nos diálogos recentes. Ele criticou a postura do sindicato empregador ao se recusar sistematicamente a apresentar uma contraproposta às reivindicações da categoria.
“Essa decisão é um prêmio… porque o [sindicato patronal] vem se negando a apresentar qualquer tipo de proposta em relação aos direitos, mesmo estando sentado à mesma mesa”, declarou ele na terça-feira (30).
Silva enfatizou que não havia alternativa senão cumprir imediatamente a liminar judicial: “Não resta outra opção além de seguir com a ordem legal até ser discutida.”
Impactos operacionais e paralisação
A greve dos motoristas começou na madrugada da segunda-feira (29). Inicialmente, uma ação foi determinada pela Justiça do Trabalho estabelecendo circulação mínima para metade da frota.
Os passageiros enfrentaram longas filas em várias estações; o pico das dificuldades foi na terça-feira (30), depois do ponto facultativo pelo jogo Brasil x Japão na Copa do Mundo, na segunda (29).
A operação alternativa de transporte
Em meio às paralisações, houve reforço nas operações alternativas. A TrensRJ intensificou a circulação e disponibilizou mais 30 viagens extras além da grade normal para compensar o déficit.
No BRT, segundo a Mobi-Rio, mais de 90% dos articulados circulavam normalmente na manhã daquele dia.
Próximos passos das mobilizações
A categoria está preparada para seguir pressionando por seus direitos. Os trabalhadores realizarão uma nova assembleia nesta quarta-feira (1º). O encontro ocorrerá às 16 horas no bairro Rocha Miranda e terá como objetivo definir os próximos movimentos da força trabalhista.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
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