Robert Garcia diz que Musk e Miller serão alvo da Comissão de Fiscalização da Câmara

Com maioria democrata na Câmara a partir de janeiro, apurações devem focar nas demissões do DOGE e na linha-dura de Stephen Miller contra a imigração.

3 min

O presidente dos EUA, Donald Trump, e Elon Musk participam de uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, em Washington – 30/05/2025 | Foto: REUTERS/Nathan Howard
O presidente dos EUA, Donald Trump, e Elon Musk participam de um...
▼

O megabilionário Elon Musk e Stephen Miller, recém-nomeado chefe de gabinete da Casa Branca por Donald Trump, devem virar alvo de investigações do Congresso quando os democratas assumirem o controle da Casa em janeiro. A previsão foi feita no domingo (8) por um parlamentar sênior, segundo a Reuters.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Robert Garcia, deputado da Califórnia que deve presidir a poderosa Comissão de Fiscalização da Câmara no ano que vem, disse que as apurações vão se concentrar em duas frentes. Uma é a participação de Musk na demissão de funcionários federais pelo Departamento de Eficiência Governamental no ano passado.

A outra é o papel de Miller na repressão linha-dura de Trump à imigração.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Comissão quer ouvir Musk e investigar Miller

“Acho que há muito interesse, não apenas por parte da nossa comissão, mas de comissões de todo o Congresso, em ouvir o Sr. Musk”, afirmou Garcia ao programa “State of the Union”, da CNN.

Garcia também atacou Miller, a quem chamou de arquiteto de uma política de imigração “horrível e injusta”. Trump anunciou na sexta-feira a promoção de Miller a chefe de gabinete da Casa Branca.

“Stephen Miller está no centro das principais decisões políticas que estão ocorrendo no governo e, por isso, merece fiscalização e investigação”, disse o deputado.

Repressão à imigração perde apoio do eleitorado

A ofensiva migratória, que incluiu operações em Minnesota nas quais duas pessoas foram mortas a tiros por agentes federais, tornou-se amplamente impopular. Uma pesquisa da Reuters/Ipsos feita em outubro mostrou que apenas 37% aprovavam a forma como Trump lidava com a imigração.

Leia também

O índice era de 50% quando Trump assumiu o cargo. Os eleitores aplicaram uma derrota histórica aos republicanos nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira.

Mesmo assim, autoridades e especialistas ouvidos pela Reuters acreditam que o governo deve manter a fiscalização agressiva da imigração, ampliar os conflitos culturais e não ceder espaço a um Congresso controlado pelos democratas. Com Miller à frente do gabinete, essa linha tende a continuar.

Jeffries defende impeachment de Hegseth

Hakeem Jeffries, que será presidente da Câmara dos Deputados dos EUA em janeiro, afirmou no domingo que os democratas vão apoiar uma medida para abrir processo de impeachment contra o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Um processo desse tipo poderia destituí-lo do cargo.

O republicano Thomas Massie, do Kentucky, disse que vai reapresentar em breve os artigos de impeachment contra Hegseth. Jeffries declarou ser “totalmente a favor” da iniciativa.

“Pete Hegseth tem que sair… Acredito que haverá um apoio incrivelmente forte a essa resolução”, disse Jeffries ao programa “This Week”, da ABC. Ele citou a supervisão de Hegseth sobre a guerra contra o Irã, iniciada por Trump em fevereiro, impopular entre os eleitores e que levou a um aumento acentuado nos preços da gasolina.

Blanche promete reagir a ameaças de democratas

O procurador-geral Todd Blanche sinalizou no domingo que o governo está preparado para enfrentar os democratas no Congresso. Ele classificou as ameaças de alguns democratas de atacar autoridades do governo e seus aliados como “algo que não podemos tolerar neste país”.

“Se é isso que a nova liderança que está chegando quer fazer, estamos prontos”, disse Blanche. Em seguida, ele completou: “Se você trabalha neste governo, tem um advogado. Sou eu.”

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!