Ricardo Salles aciona STF contra mudanças na jornada de trabalho e critica regime de urgência

Deputado Ricardo Salles aciona o STF contra mudanças na jornada de trabalho e critica regime de urgência. Entenda os desdobramentos dessa polêmica!

28/04/2026 09:01

2 min

Ricardo Salles aciona STF contra mudanças na jornada de trabalho e critica regime de urgência
(Imagem de reprodução da internet).

Deputado Ricardo Salles Aciona STF Contra Mudanças na Jornada de Trabalho

O deputado federal Ricardo Salles (NOVO-SP) anunciou nesta segunda-feira (27) que irá recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) em relação ao fim da escala 6×1 e às alterações nas regras de jornada de trabalho. O parlamentar informou que, na terça-feira (28), protocolará um mandado de segurança para tentar suspender a tramitação da proposta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A declaração ocorreu durante uma reunião com a diretoria da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Salles argumentou que o instrumento utilizado pelo Executivo é inconstitucional, uma avaliação que também é compartilhada pela entidade.

O deputado destacou que o governo está tratando questões de natureza constitucional por meio de um projeto de lei comum, mesmo com a matéria já em discussão no Congresso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Críticas ao Regime de Urgência

O parlamentar também criticou o regime de urgência atribuído ao texto, considerando essa medida uma tentativa de “travar a pauta” e desrespeitar o devido processo legal. “Vamos questionar esse procedimento perante o Supremo”, afirmou Salles, que participou do encontro a convite de Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Segundo Salles, sua iniciativa oferece respaldo jurídico às críticas feitas pela federação, uma vez que a Fiesp só poderia contestar o projeto após uma possível sanção presidencial, tornando a atuação parlamentar o caminho mais imediato. Skaf, por sua vez, tem criticado a condução do tema, que considera uma bandeira “eleitoral”, e alertado sobre os possíveis impactos na competitividade do país.

Leia também

Ele defende que o debate sobre o assunto ocorra apenas após o período eleitoral.

Inconstitucionalidade do Projeto

Em uma entrevista exclusiva ao CNN 360º, Skaf afirmou que é “evidente a inconstitucionalidade” do texto, que contraria os parâmetros trabalhistas estabelecidos pela Constituição de 1988. Ele também classificou o projeto de lei como “vergonhoso” e “ilegal”.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!