Inadimplência de Empresas no Brasil atinge 8,8 milhões e acende alerta para 2026

Inadimplência de Empresas no Brasil Atinge Números Alarmantes
Em fevereiro, o Brasil registrou 8,8 milhões de CNPJs inadimplentes, segundo um levantamento da Serasa Experian. Esse número acende um sinal de alerta para a saúde financeira do setor produtivo no país. Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, destaca que a situação é especialmente preocupante para micro e pequenas empresas, que somam 8,4 milhões dos CNPJs negativados. “A questão é estrutural”, afirmou Abdelmalack em uma entrevista ao CNN Money, enfatizando que esse fator é o principal responsável pelo aumento da inadimplência.
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O estudo também revelou que cada empresa negativada possui, em média, sete dívidas em atraso, com um valor médio de cerca de R$ 24 mil. Considerando que aproximadamente 94% das empresas ativas no Brasil são micro e pequenas, esse montante é considerado elevado e dificulta a recuperação financeira desses negócios.
Desafios para 2026
A economista alerta que não há expectativas de melhora no curto prazo. Mesmo com a possibilidade de redução nas taxas de juros, esse cenário seria insuficiente para reverter a tendência de inadimplência. “Esse nível de juros de 13% ainda seria insuficiente para observar uma reversão na dinâmica do mercado de crédito”, explicou.
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O contexto de desaceleração econômica previsto para 2026, após um período de crescimento acima da média histórica entre 2021 e 2024, tende a agravar ainda mais a situação. Com a estrutura de custos pressionada pelos juros elevados, as empresas enfrentam dificuldades adicionais.
Outro fator que complica o cenário é a escassez de crédito, com financeiras adotando uma postura mais cautelosa devido ao aumento da inadimplência. Assim, a saída para as empresas que enfrentam essa situação passa, principalmente, pela renegociação de dívidas, uma vez que o acesso ao crédito está mais restrito.
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Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



