Jorge Messias enfrenta sabatina decisiva no Senado com questões polêmicas em pauta

Jorge Messias enfrenta sabatina crucial na CCJ do Senado, onde questões sobre o Banco Master e o 8 de Janeiro prometem agitar os senadores. Clique e saiba mais!

28/04/2026 05:11

3 min

Jorge Messias enfrenta sabatina decisiva no Senado com questões polêmicas em pauta
(Imagem de reprodução da internet).

Jorge Messias será sabatinado pela CCJ do Senado

O advogado-geral da União, Jorge Messias, passará por uma sabatina na quarta-feira (29) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Durante a sessão, ele enfrentará questões delicadas levantadas pelos senadores. De acordo com informações obtidas pela CNN, Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), deverá responder a perguntas sobre o caso do Banco Master, as prisões relacionadas ao 8 de Janeiro e a questão do aborto.

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Os questionamentos mais incisivos devem vir da oposição, que, apesar do otimismo do governo, ainda busca articular um veto à indicação de Messias. Os senadores da direita mantêm um discurso público de que é possível barrar sua aprovação no plenário.

Para ser aprovado, Messias precisará do apoio de pelo menos 41 senadores.

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Relações com o STF e o caso do Banco Master

Os senadores da oposição devem explorar a relação entre os ministros do STF e a instituição financeira, com foco no caso emblemático de Dias Toffoli. Reportagens revelaram que Toffoli viajou em um avião de uma empresa ligada ao ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Os senadores devem questionar a conduta dos ministros e discutir o código de ética do STF. Embora Messias nunca tenha se manifestado sobre o tema, em julho de 2025, ele assinou uma portaria criando um código de ética na AGU pela primeira vez.

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Outro ponto que será abordado na sabatina é a condenação dos envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023. Os senadores da direita acreditam que houve abusos por parte do STF e aprovaram o PL da Dosimetria, que visa reduzir as penas dos que estiveram na Esplanada.

Messias será questionado sobre a atuação do STF nesse contexto.

Questões sobre aborto e relações com evangélicos

Messias já declarou em entrevistas que pediu pessoalmente a prisão dos envolvidos no 8 de Janeiro, afirmando que a AGU foi a primeira a formalizar o pedido de punição. Além disso, a questão do aborto também será discutida, uma vez que senadores da direita veem contradição na posição de Messias, que é evangélico, mas defende questões relacionadas ao aborto legal no Brasil.

Durante sua gestão na AGU, o órgão enviou ao STF um parecer que considerava inconstitucional a resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) que proibia a assistolia fetal para interrupção de gravidez em casos previstos por lei, como em situações de estupro.

Messias é visto como um importante interlocutor com os evangélicos, sendo um dos representantes da Igreja Batista no primeiro escalão de Brasília. Essa relação é considerada um diferencial pelo governo, tanto para a aprovação no Senado quanto para as eleições presidenciais de 2026.

Regulação das redes sociais e episódios passados

Durante a sabatina, os senadores também devem abordar como o STF tem lidado com as redes sociais. A direita critica a atuação do Supremo, chamando-a de “censura” em relação à regulação de ataques nas plataformas. Recentemente, a Corte abriu um edital de licitação para contratar uma empresa que monitore as menções ao Tribunal.

Os senadores também podem relembrar um episódio envolvendo Messias e a ex-presidente Dilma Rousseff. Em um grampo telefônico divulgado em 2016, Dilma mencionou a Lula que Messias levaria um “termo de posse” para que o atual presidente fosse nomeado ministro-chefe da Casa Civil, cargo que Messias ocupava como subchefe de assuntos jurídicos na época.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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