Retatrutida não está aprovada para uso em nenhum país, alerta Anvisa

A retatrutida, um medicamento em desenvolvimento para o tratamento do diabetes e da obesidade, ainda não recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em nota divulgada nesta sexta-feira (24), a Anvisa ressaltou que o produto continua sendo considerado experimental.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Por conta disso, a retatrutida não está disponível para venda em nenhum lugar do mundo.
Segundo a agência, a Eli Lilly and Company, responsável pela criação da retatrutida, ainda não formalizou um pedido de registro do medicamento à Anvisa ou a qualquer outra agência reguladora internacional.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Preocupação com comércio irregular
A preocupação nacional é com o comércio irregular do medicamento por meio de sites ilegais na internet. Muitos desses produtos estão sendo contrabandeados. A agência destacou que todo medicamento deve passar por uma série de testes rigorosos antes de ser aprovado para uso, incluindo estudos pré-clínicos e clínicos.
Esse processo é essencial para garantir a segurança e eficácia do produto.
Os testes determinam aspectos como as doses adequadas, possíveis efeitos colaterais e interações com outros medicamentos. A falta dessa validação pode resultar em riscos significativos à saúde dos consumidores.
A Anvisa alerta que produtos que chegam ao mercado sem comprovação de eficácia correm o risco de causar efeitos adversos desconhecidos. Além disso, há incertezas quanto à dose segura e efetiva e potenciais falhas nos processos de fabricação.
Recomendações da Anvisa
A principal orientação da Anvisa é evitar o uso de produtos sem registro na vigilância sanitária. Vale lembrar que esses medicamentos estão completamente fora do controle do sistema sanitário, além de não terem passado pelas etapas necessárias para avaliação da segurança e qualidade.
O registro é apenas uma parte do processo regulatório mais amplo, que inclui fiscalização das instalações de fabricação e monitoramento de eventos adversos.
O comércio irregular de medicamentos é considerado crime pelo Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940).
Posicionamento da Eli Lilly
A CNN Brasil entrou em contato com a Eli Lilly and Company, que esclareceu que a retatrutida só será considerada para aprovação regulatória após a conclusão dos estudos clínicos. A empresa também afirmou que ainda é cedo para estipular prazos para aprovação ou comercialização do medicamento.
“A retatrutida é uma molécula em investigação desenvolvida pela Lilly que está sendo estudada para o tratamento da obesidade, diabetes e outras condições específicas. Atualmente em fase 3 de estudos clínicos, ainda não foi avaliada ou aprovada por nenhuma autoridade regulatória no mundo”, informou a companhia.
A Eli Lilly alertou ainda sobre contaminações bacterianas e impurezas encontradas em produtos falsificados destinados ao tratamento da obesidade.
Por fim, a empresa reafirmou seu compromisso em colaborar com as autoridades públicas, incluindo a Anvisa, no combate à promoção e venda de produtos falsificados relacionados à obesidade.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Saúde e Educação
A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



