Republicanos marca reunião para definir apoio a Flávio em eventual 2º turno
Partido se reúne nos dias 6 e 7 para reavaliar neutralidade e decidir posicionamento na reta final da disputa presidencial.
O governador de São Paulo, Tarcísio, do Republicanos, intensifica nos bastidores a articulação para levar seu partido a apoiar Flávio, candidato do PL, em um eventual segundo turno da eleição presidencial. A cúpula da legenda já se prepara para discutir o tema em uma reunião marcada para os dias 6 e 7, logo após a votação do primeiro turno.
A ideia é reavaliar a posição de neutralidade adotada até agora. Tarcísio, que sempre defendeu publicamente a aliança com Flávio, vem conversando nos últimos dias com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, para tentar construir uma maioria interna favorável à mudança de rota.
Articulação de Tarcísio para virar o jogo
Dentro do Republicanos, Tarcísio é o principal nome a defender o apoio ao candidato do PL. Ele já havia admitido publicamente que mantinha conversas sobre o assunto antes mesmo da votação deste domingo (4). O governador trabalhou nos bastidores para abrir espaço para uma mudança de posição, mas no primeiro turno a legenda optou pela neutralidade.
Agora, com o novo cenário eleitoral, aliados de Tarcísio avaliam que a discussão pode ser retomada com mais força. A expectativa é que o governador tenha um papel decisivo para convencer os dirigentes do partido a abandonar a neutralidade e declarar apoio a Flávio na segunda etapa da disputa.
As conversas com Marcos Pereira, presidente nacional da legenda, foram o pontapé inicial para essa movimentação. Segundo interlocutores ouvidos pela CNN, a reunião da cúpula do Republicanos deve ocorrer entre terça (6) e quarta (7), poucos dias depois do primeiro turno, para definir o posicionamento oficial.
Corrida por apoios na reta final
A campanha de Flávio também não espera o resultado oficial para começar a buscar novos apoios. Interlocutores do candidato afirmam que as articulações com partidos e lideranças devem ter início ainda neste domingo, assim que as urnas forem fechadas.
O Republicanos é visto como um alvo prioritário nessa estratégia.
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Do outro lado, aliados de Tarcísio acreditam que o governador terá peso suficiente para construir uma maioria interna favorável ao PL. A neutralidade adotada no primeiro turno foi uma decisão que deixou insatisfeitos tanto os defensores de um apoio explícito quanto os que preferiam manter distância.
Movimento em outras siglas
O Republicanos não é o único partido que se prepara para discutir os rumos após o primeiro turno. A federação formada por União Brasil e PP também marcou uma reunião para a terça – feira (6) com o objetivo de avaliar o resultado das urnas e definir qual posição adotar na disputa presidencial.
Internamente, há integrantes da federação que já se mostram favoráveis a um apoio a Flávio. O União Brasil, inclusive, havia defendido uma aproximação com o candidato do PL ainda no primeiro turno, mas o movimento não avançou na época. Agora, com o novo cenário, a discussão deve ser retomada com força total.
Enquanto isso, a polarização entre os candidatos e a busca por votos de indecisos devem dominar a reta final da campanha. As definições dos partidos nos próximos dias podem ser decisivas para o rumo da eleição.