Michelle Bolsonaro pode ganhar força até 2030 com mandato no Senado enquanto Flávio está nos EUA

Segundo o editor de VEJA José Benedito da Silva, o mandato no Senado permite à ex-primeira-dama construir trajetória própria.

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Michelle Bolsonaro posa após votar no segundo turno da eleição | Foto: Reprodução/Veja
Michelle Bolsonaro posa após votar no segundo turno da eleição |...
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A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil pode abrir espaço para o crescimento político de Michelle Bolsonaro e para uma disputa pela liderança da direita. A avaliação é do editor de VEJA José Benedito da Silva, que falou no programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, na quarta-feira (28).

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Para o jornalista, a atuação no Senado dará a Michelle a chance de construir uma trajetória própria, enquanto Flávio terá de manter sua influência à distância e sob investigação. “A Michelle, ela, de fato, tende a crescer nesse período”, afirmou.

Na visão dele, o mandato vai permitir que ela ultrapasse a imagem de ex-primeira-dama, com propostas, alianças e posicionamentos sobre o país.

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O que pode favorecer Michelle na disputa pela liderança?

José Benedito viu como simbólico o encontro de Michelle com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, justamente quando Flávio viajava para os Estados Unidos. Segundo o editor, a recepção mostrou o peso dela para o partido em um momento de incerteza sobre o futuro da liderança de Flávio.

Ele também acredita que a experiência parlamentar pode reforçar uma imagem política que já ganhou projeção. “Ela poderá levantar bandeiras, poderá fazer aliados”, declarou. Pela análise dele, o cargo no Senado daria a ela mais bagagem para disputar espaço na reorganização da direita até 2030.

Flávio conseguirá manter influência do exterior?

Para José Benedito, o apoio recebido nas urnas torna Flávio uma referência importante desse campo político. Mesmo assim, a distância e o andamento das investigações podem gerar desgaste. O editor questionou até onde ele conseguirá sustentar, fora do país, a liderança conquistada na eleição.

Laísa lembrou que aliados como Nikolas Ferreira defenderam a decisão de deixar o Brasil, sob o argumento de que Flávio seria alvo de perseguição. José Benedito ponderou que demonstrações iniciais de solidariedade não garantem esse respaldo no longo prazo.

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Na visão dele, a discussão sobre quem vai representar o eleitorado da direita é inevitável.

Tarcísio de Freitas aparece como alternativa para 2030

O editor também citou Tarcísio de Freitas como opção para a próxima disputa presidencial. Ele avalia que a reeleição em São Paulo e o fato de seu nome ter sido cotado para a corrida de 2026 colocam o governador no debate sobre 2030. “O poder não deixa vácuo”, disse, ao afirmar que outras lideranças podem ocupar o espaço deixado por Flávio.

Ainda assim, José Benedito considera cedo para definir como essa disputa vai se desenvolver. Para ele, será preciso acompanhar tanto o avanço das investigações envolvendo Flávio quanto a postura dos aliados que demonstraram desconforto ou solidariedade com a saída dele do país.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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