Republicanos se distanciam de Trump antes das eleições de meio de mandato
Candidatos republicanos em disputas apertadas evitam aparecer ao lado do presidente para não prejudicar suas chances nas urnas.
Os republicanos que enfrentam disputas apertadas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos estão evitando fazer campanha ao lado do presidente Donald Trump. O sinal de distanciamento ficou evidente no mês passado, quando poucos deles marcaram presença na convenção do partido para as chamadas Midterms.
A agenda de viagens de Trump desde então inclui, de forma curiosa, estados de menor peso político, como Alabama, Oklahoma e Nova York, e apenas algumas disputas realmente decisivas. Até mesmo no Texas, o governador Greg Abbott não participará do próximo comício do presidente, alegando conflitos de agenda.
Trump reage ao isolamento dos correligionários
O comportamento dos aliados parece incomodar Trump, que se apega à teoria de que só ele pode levar o partido à vitória em menos de quatro semanas. A avaliação contrasta com seus baixos índices de aprovação, que ajudam a explicar a cautela dos republicanos em se associarem publicamente ao presidente.
Na prática, a estratégia dos candidatos em eleições apertadas é evitar que a imagem de Trump prejudique suas chances nas urnas. O presidente, por sua vez, tenta manter a narrativa de que continua sendo o principal cabo eleitoral da legenda.
Aliados fogem de comícios e eventos públicos
A ausência de figuras de peso nos eventos de Trump reforça o cenário de distanciamento. No Texas, estado tradicionalmente republicano, o governador Greg Abbott justificou a ausência no próximo comício com uma agenda conflitante, mas o movimento é visto como mais um sinal de que os correligionários preferem manter distância.
Com as eleições se aproximando, a relação entre Trump e o partido vive um momento de tensão. Enquanto o presidente insiste em seu protagonismo, os candidatos avaliam que o caminho mais seguro é fazer campanha por conta própria.