Relatório do FMI elogia o Pix e reforça sua boa reputação, afirma ex-diretor Otaviano Canuto

O FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou um relatório que elogia o Pix como um dos principais avanços do sistema financeiro brasileiro. Segundo o documento, o sistema de pagamentos instantâneos ampliou a inclusão financeira, reduziu custos e aumentou a eficiência nos pagamentos em todo o país.
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Em entrevista ao CNN Money, Otaviano Canuto, ex-diretor do FMI, comentou sobre o relatório, ressaltando que ele é preparado periodicamente para países cujo sistema financeiro desempenha um papel significativo. “No caso do Brasil, por exemplo, o último foi há seis anos”, observou Canuto.
Pix é considerado revolucionário
No relatório do FMI, o Pix é descrito como “revolucionário” por seu papel em catalisar a inclusão financeira e aumentar a concorrência no setor bancário. Canuto destacou que o documento aponta que, devido ao seu baixo custo e amplo acesso, o Pix promoveu uma mudança significativa no Brasil em direção aos serviços financeiros digitais.
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Isso também contribuiu para reduzir a concentração no setor bancário e possibilitou a ascensão de bancos digitais.
Ainda no relatório, além dos elogios, foram apresentadas recomendações importantes. O FMI sugere a criação de uma política de supervisão que separe as funções de fiscalização das operacionais relacionadas ao Pix. Canuto explicou que essa separação é uma prática comum no setor financeiro.
Outro ponto abordado foi a necessidade de fortalecer a supervisão dos riscos de cibersegurança. O documento alerta que possíveis ataques cibernéticos aos serviços de tecnologia da informação conectados ao Pix representam “uma área de risco relevante no Brasil e no mundo”.
Impacto internacional e autonomia do Banco Central
Sobre o impacto do reconhecimento do FMI para o Brasil no cenário internacional, Canuto afirmou que o relatório “reforça a boa reputação que o Pix já adquiriu pelo mundo”, classificando-o como “o aval de uma instituição relevante”.
Além disso, o relatório recomenda fortalecer a capacidade do Banco Central na supervisão do sistema financeiro. Canuto defendeu a autonomia operacional da instituição, argumentando que isso é essencial para garantir decisões independentes das influências políticas imediatas. “Ter a autonomia do Banco Central é uma garantia de que quem estiver lá sentado, justamente no Banco Central, não vai seguir esse desejo político eleitoral imediato, vai adotar os juros que são condizentes com a busca da meta de inflação no Brasil”, afirmou.
Para ele, essa autonomia deve ser reforçada e tornada legal e permanente.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Economia
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