Recife e Florianópolis lideram alta da cesta básica: o que diz o levantamento Dieese-CONAB

Cesta Básica Atinge Novos Patamares de Preço em Diversas Capitais Brasileiras
Um levantamento recente, divulgado nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, pelo Dieese em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), revelou um aumento no custo da cesta básica nas 27 capitais brasileiras durante o mês de maio. Os dados indicam uma preocupação crescente com o poder de compra da população, especialmente em relação aos alimentos básicos.
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As maiores altas mensais foram observadas em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%) e Porto Alegre (7,24%). A pesquisa detalhada, disponível em formato PDF (835 kB), oferece uma análise aprofundada das variações regionais.
São Paulo manteve a posição de cidade com o custo mais elevado da cesta básica, atingindo R$ 952,20. Cidades como Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e Florianópolis (R$ 913,43) também apresentaram valores significativamente altos. Por outro lado, cidades como São Luís (R$ 651,15), Aracaju (R$ 652,73), Rio Branco (R$ 689,11) e Porto Velho (R$ 689,88) registraram os menores custos da cesta básica.
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Em comparação com maio de 2025, quase todas as capitais registraram um aumento no custo dos alimentos básicos. A cidade de Recife liderou o aumento, com uma alta de 14,29%, enquanto São Luís foi a única capital a apresentar uma queda de 2,52% em 12 meses.
No acumulado do ano de 2026, todas as cidades pesquisadas tiveram elevação nos preços da cesta, com variações que vão de 3,45% em São Luís a 21,94% em Recife. Fortaleza apresentou uma alta de 21,88%, seguida por Aracaju (20,99%) e João Pessoa (20,22%).
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Com base na cesta mais cara do país, a de São Paulo, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.999,44 em maio. Esse valor representa 4,93 vezes o salário mínimo vigente, que era de R$ 1.621.
O estudo também apontou que, em abril, a estimativa era de R$ 7.612,49. O trabalhador remunerado pelo piso nacional precisou dedicar, em média, 105 horas e 50 minutos de trabalho para comprar os produtos da cesta básica nas 27 capitais. Em abril, essa média era de 100 horas e 52 minutos.
O comprometimento da renda líquida com a alimentação básica aumentou de 49,57% para 52,01% entre abril e maio. Produtos como a batata e o tomate foram os que mais impactaram os preços, com alta em diversas capitais. A carne bovina também subiu de preço em quase todo o país, enquanto café em pó, óleo de soja e açúcar apresentaram quedas de preços em várias capitais.
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Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



