Firjan alerta para impactos econômicos do fim da escala 6×1; consumidores podem sentir a mudança

A Firjan alerta para os impactos econômicos do fim da escala 6×1, que podem elevar preços e afetar micro e pequenas empresas. Quais serão as consequências?

12/06/2026 03:01

2 min

Firjan alerta para impactos econômicos do fim da escala 6×1; consumidores podem sentir a mudança
(Imagem de reprodução da internet).

Impactos Econômicos do Fim da Escala 6×1

A Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) tem alertado sobre os possíveis efeitos econômicos resultantes do término da escala 6×1. A entidade aponta que a aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 221, que propõe a diminuição da jornada de trabalho sem redução salarial, poderia acarretar um impacto estimado em R$ 267 bilhões na indústria.

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Maria Rita Catone Barbosa, gerente jurídica trabalhista da Firjan, esclareceu que a federação não se opõe ao debate sobre a modernização das relações de trabalho. “Não somos contra essa modernização do trabalho e qualquer tipo de melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e da sociedade em geral, mas não podemos ignorar os impactos econômicos”, afirmou.

Consequências nos Preços e nas Pequenas Empresas

Segundo Maria Rita, os efeitos da proposta ultrapassariam o setor industrial, afetando diretamente o consumidor. A representante da Firjan estimou um aumento médio de 5% a 6% nos preços de produtos e serviços, incluindo alimentação fora de casa. “Automaticamente, tudo o que consumimos vai encarecer.

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Não há como evitar esse impacto”, declarou.

Ela também destacou que as micro e pequenas empresas, que são as maiores empregadoras formais no Brasil, seriam as mais prejudicadas pela mudança. A gerente jurídica enfatizou que a jornada máxima legal atualmente é de 44 horas semanais, mas estudos indicam uma média efetiva de 39 horas semanais, tanto na indústria quanto em outros setores.

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Isso demonstra que a flexibilização já ocorre na prática, por meio de negociações coletivas.

PEC 12 como Alternativa

Questionada sobre a PEC 12, proposta pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e outras entidades, Maria Rita afirmou que essa proposta está mais alinhada ao posicionamento da federação, pois valoriza a negociação coletiva e a flexibilidade das jornadas. “A PEC 12 acabou sendo mais aderente ao nosso posicionamento”, disse.

Ela observou que mesmo essa proposta alternativa requer uma análise cuidadosa. A representante da Firjan também ressaltou a coerência da PEC 12 com a reforma trabalhista aprovada em 2017, que já estabelece o que pode e o que não pode ser negociado. “A jornada pode sim ser negociada, e já vem sendo negociada há anos.

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Temos escalas 12×36, 24×72, 4×4, que surgiram de negociações coletivas”, concluiu Maria Rita, enfatizando que uma mudança dessa magnitude exige uma análise técnica rigorosa e um diálogo estruturado entre todas as partes envolvidas.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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